EcoParque Algarve debatido amanhã em Messines

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Sessão Pública de Esclarecimento sobre o EcoParque do Algarve está marcada para amanhã à noite em São Bartolomeu de Messines.

Está anunciada para quarta-feira, dia 23 de setembro, uma sessão pública de esclarecimento sobre o EcoParque Algarve, ou mais concretamente a Unidade de Secagem Solar e Transferências de São Bartolomeu de Messines, no concelho de Silves, que entrou em funcionamento no passado dia 1 de setembro, no sítio do Escolar.

A referida sessão terá lugar pelas 21 horas, no Auditório do Crédito Agrícola de Messines.

Estarão presentes José Manuel Palma, especialista convidado, e as presidentes da Câmara Municipal de Silves e da Junta de Freguesia de São Bartolomeu de Messines, Rosa Palma e Carla Benedito, respetivamente.

Para participar nesta sessão é necessário fazer inscrição, devido à restrição de lugares à lotação da sala. As inscrições podem ser feitas através de email ([email protected]) ou no site da Junta.

O EcoParque Algarve é uma nova unidade de tratamento de orgânicos, situada em São Bartolomeu de Messines que permite tratar 75 mil toneladas de lamas provenientes de Estações de tratamento de águas residuais (ETAR) e servirá sobretudo o Algarve.

A BioSmart, empresa do Grupo NOV Ambiente & Energia, apresentou a unidade no dia 26 de agosto, num evento que contou com as presenças da presidente da Câmara Municipal de Silves, da presidente da Junta de Freguesia de São Bartolomeu de Messines e de diversos elementos da Assembleia Municipal de Silves e do Conselho de Administração da empresa Águas do Algarve, para além dos Conselhos de Administração do Grupo NOV e do Grupo NOV Ambiente & Energia.

Segundo aquele grupo, o parque está dotado de uma tecnologia única em Portugal que permite manter as lamas em aerobiose (diminuindo o mau cheiro).

A BioSmart investiu mais de 2 milhões de euros neste projeto também através da produção de energia fotovoltaica para autoconsumo, sendo um exemplo de economia circular.

Tudo o que entra como resíduo sai como produto valorizado, diz a empresa promotora do projeto, que estima a capacidade de tratamento em 25 mil toneladas/ano, à qual acresce a capacidade instalada de armazenamento de 50 mil toneladas/ano.

A unidade servirá o mercado do Algarve, que produz cerca de 50 mil toneladas de lamas por ano, mantendo as condições de cumprimento contratual que derivam de a BioSmart ter ganho o concurso público para o tratamento de lamas da Águas do Algarve em fevereiro deste ano.

Até ao momento, as lamas eram encaminhadas e tratadas noutras unidades licenciadas da BioSmart.

Atualmente a BioSmart e suas empresas participadas possuem mais três unidades de tratamento de lamas na Figueira da Foz (Bioenergias), Beja e Ansião, num investimento total que já ultrapassa os 5 milhões de euros.