Tornando a água como bandeira para esta campanha eleitoral, os candidatos pela AD prometem concretizar o Plano de Eficiência Hídrica na região.
Os candidatos da lista da Aliança Democrática (AD) pelo Algarve elegeram a água como tema crucial desta campanha e, em comunicado, asseguram «concretizar o Plano de Eficiência Hídrica» na região.
No terreno, uma das primeiras ações dos candidatos foi a reunião com a Associação de Beneficiários do Plano de Rega do Sotavento Algarvio para aprofundar a problemática.
O cabeça de lista, Miguel Pinto Luz, e o número dois, Cristóvão Norte, falaram com a direção dos regantes, presidida por Macário Correia, e concluíram o« que é sabido há muito: nas culturas algarvias grassa o desalento e nos últimos anos nada foi feito», lê-se em comunicado de imprensa enviado ao início desta tarde à redação do barlavento.
Para Pinto Luz, «o problema da seca é da maior relevância não só para o Algarve, mas para o país». Por isso, defende, «é importante discutir a situação, mas sobretudo as soluções. Não há mais tempo a perder, o Algarve e os algarvios assim o exigem».
Desde logo, é necessário avançar com a construção da barragem da Foupana, projecto recuperado pelos regantes do Sotavento e que permitirá disponibilizar mais de 60 hectómetros cúbicos de água para usos agrícolas nesta zona do Algarve.
Depois, «é urgente» fazer a ligação do Pomarão à Barragem de Odeleite e, ao mesmo tempo, resolver «com medidas concretas» o flagelo das brutais perdas nos sistemas urbanos que ultrapassam os 30 por cento na região.
Na ocasião, a AD fez também uma manifestação «de repúdio pelos brutais cortes no abastecimento de água impostos pelo governo que afetam desproporcionadamente a agricultura e hipotecam o seu futuro», apontam.
A esse propósito, Cristóvão Norte sublinha: «os agricultores querem trabalhar, não querem subsídios. As soluções que deviam ser implementadas há mais de cinco anos têm mesmo de ser desbloqueadas». Por isso, conclui, «nós vamos concretizar o Plano de Eficiência Hídrica e preparar a região para os próximos 20 anos».
Miguel Pinto Luz não tem, a este respeito, nenhumas dúvidas: «este é o momento crucial. Devia ter sido feito há muito, como na generalidade das regiões, mas agora vai ser. Não é preciso inventar a roda, é preciso pô-la a rodar».