Zoomarine: «parece que voltamos a 1991» quando o parque abriu portas

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«Parece que voltámos a 1991, quando o Zoomarine abriu as portas. Nas semanas quentes desse longínquo Verão de há quase 30 anos, os visitantes diários eram na ordem das centenas. Hoje, em 2020, parece que voltámos às origens. Na segunda quinzena de junho, a média dos visitantes diários rondou os 400», informou o parque.

O Parque aquático Zoomarine fez, dia 7 de julho, um balanço do verão da era COVID-19, em que a ocupação diária ficou «muito, mesmo muito abaixo da nova lotação máxima», o que só aconteceu há 30 anos, aquando da abertura

Claro que «muito mudou, em três décadas. A nossa família zoológica passou de 120 para 1600 animais. As atrações cresceram e diversificaram-se. Nasceram as piscinas, a praia de ondas, os escorregas, o maior rio lento da Europa continental».

Zoomarine ganhou inúmeros prémios nacionais e internacionais (incluindo, ano após ano, de melhor parque/empresa de animação turística de Portugal) e obteve o selo Clean & Safe (que atesta total segurança para quem nos visita e para quem trabalha no parque).

No espaço desta geração, «nasceram-nos centenas de bebés (humanos e não humanos). E a equipa do Zoomarine cresceu de 200 para quase 500 profissionais. E, claro, também cresceu o nosso espaço: em 1991, o Zoomarine começou com sete hectares e nos dias que correm são já cerca de 30 hectares».

No entanto, «e em poucas semanas, muito mudou. E tanto mudou que parece que voltámos ao início, que voltámos a 1991, um ano em que, num dia normal, havia mais colaboradores do que visitantes dentro do Zoomarine», lê-se na nota de imprensa enviada às redações.

«E nessa altura, tal como hoje, não há britânicos. Hoje em dia, não há qualquer fila, não existem multidões no Zoomarine e, entre estacionar, entrar no parque e desfrutar, não há qualquer demora, porque bastam dois minutos».

Hoje, «o Zoomarine está muitíssimo maior e mais amplo, muitíssimo mais diverso e ainda mais seguro. Mas nestes tempos de COVID-19, os nossos anfiteatros recebem cerca de 5 por cento das visitas para os quais foram idealizados, enquanto todos sentimos que o Mundo mudou para pior e está mais cinzento».

«Mudou o Mundo e mudou o Zoomarine. E por isso é bom saber que ainda há algumas coisas importantes que não mudam. Não obstante o Zoomarine estar muito mais vazio do que acreditaríamos ser possível, as nossas emoções são as mesmas, a nossa motivação está mais forte que nunca e as alegrias (há tantos meses injustamente adiadas…) continuam a estar bem perto de nós. Basta vir pacificar as saudades e recordar os tempos e os locais onde sabemos que ainda é possível sermos felizes».