Migrantes marroquinos entregues ao Conselho Português dos Refugiados

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Jovens não foram detidos por imigração ilegal segundo o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e para já ficam à guarda do Conselho Português dos Refugiados.

Os oito migrantes marroquinos que desembarcaram ontem na Praia de Monte Gordo, vão ficar à guarda da Casa de Acolhimento do Conselho Português para os Refugiados (CPR), em Lisboa.

Durante esta madrugada, os jovens pediram o estatuto de protecção internacional, que lhes foi concedido.

Em nota enviada à imprensa, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) confirma «ao abrigo do quadro de proteção internacional aplicado noutros casos de estrangeiros resgatados no Mediterrâneo», os migrantes, cujas idades rondam os 16 e 26 anos, pernoitaram no Algarve e deverão seguir para Lisboa durante o dia de hoje.

«À semelhança de outros que chegaram a Portugal, ser-lhes-á assegurado e registado o seu pedido, e ser-lhes-á providenciada documentação que comprova o período de análise, para que, durante esse tempo, lhes possa ser garantida assistência médica, educação, alojamento e meios de subsistência», lê-se.

O Gabinete de Asilo e Refugiados do SEF terá 90 dias para se chegar a uma decisão.

Constituído em 1991, o Conselho Português para os Refugiados (CPR) é uma ONGD sem fins lucrativos. Dispõe de um Centro de Acolhimento para Refugiados (CAR) situado na Bobadela (em Sacavém), inaugurado em 2005.

Contactado pelo «barlavento» ontem à tarde, o porta-voz da Marinha Fernando Fonseca confirmou que «não existem indícios de tráfico de droga. Parece-nos uma situação conotada com imigração irregular».

«A saída destas pessoas, de Marrocos, acontece com alguma regularidade. Pensamos que estas situações acontecem por erros de navegação, pela ondulação. As primeiras diligências indicam que não traziam comida a bordo. Eles não estariam à espera de ter uma viagem tão longa, o destino provavelmente seria mesmo o sul de Espanha. É mais fácil chegar lá do que ao Algarve», disse.