Tu sozinho não és nada

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Tu sozinho não és nada, juntos teremos o mundo na mão… Escreveu um dia o poeta.

O vírus inimigo com que agora nos confrontamos, não escolhe estatutos sociais, raças, idades, credos religiosos ou orientações políticas.

Perante um inimigo assim, o combate ao mesmo só poderá ser feito sob o lema de um por todos, todos por um!

Neste combate sem tréguas, não deverá haver lugar a  recriminações sobre o que mais cedo, eventualmente, poderia ter sido feito e só, depois, o foi, porque isso nada ajudará nesse combate, procurando-se, antes, colectivamente, com o contributo de cada um de nós, encontrar em cada momento a melhor maneira de o inimigo combater.

Vencida, como todos desejamos e esperamos, a batalha contra tão invisível e poderoso inimigo, logo haverá, então, tempo para balanços, com as criticas que se considerarem dever ser feitas e reconhecidas, colhendo da experiência vivida os ensinamentos que houver para o futuro…

Entretanto, se  uma justa homenagem é, desde já,  devida a todos os profissionais de saúde,  por se encontrarem na linha da frente do combate ao inimigo, não devemos deixar de homenagear, igualmente,  todos os outros, padeiros, operadores de caixas de supermercados, motoristas de autocarros, agentes policiais, jornalistas, enfim, empregados e agentes das mais variadas profissões, que, diariamente, «saem de casa», para que a nossa vida, no meio de tão difícil batalha, possa decorrer, ainda assim, com a normalidade possível.

Obrigado a todos!

Luís Ganhão | Jurista