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Leiloeira responsável pela venda de dois imóveis no local lamenta a posição da Câmara Municipal de Loulé de suspender o Plano Diretor Municipal.

A autarquia de Loulé, aprovou em reunião de Câmara de 4 de setembro, medidas preventivas que dizem respeito à área onde se realiza semanalmente o mercado da fruta de Quarteira, com cerca de 1,3 hectares, com o intuito de «travar» quaisquer intenções de edificação naquele local, tal como previa o Plano Diretor Municipal (PDM) de Loulé.

A decisão, contudo, não agrada à leiloeira OneFix, empresa responsável pela venda em hasta pública de dois terrenos naquele local.

Segundo fonte do departamento jurídico e comercial da OneFix, leiloeira com sede em Loures, «nas informações que prestamos em todas as nossas vendas temos sempre o cuidado de remeter para as respectivas Câmaras Municipais, enquanto entidades que acreditamos que estão aptas a prestarem todas as informações atuais e credíveis sobre a situação dos imóveis em venda».

«Podemos dizer que temos conhecimento de clientes que tiveram acesso ao processo dos terrenos em venda na Câmara Municipal enquanto terrenos com viabilidade construtiva, e outros que foram surpreendidos agora com estas recentes notícias».

«Queremos acreditar que nada venha a interverir [com o negócio] até porque existem licitações para ambos os imóveis e continuam a haver contactos para os mesmos. Não obstante, não podemos deixar de lamentar que apenas agora
[os terrenos] tenham sido alvo de preocupação», até porque segundo a leiloeira, a suspensão do PDM é «uma situação que nunca nos tinha acontecido».

A leiloeira considera ainda que «se a Câmara Municipal de Loulé tem interesse na aquisição do terreno, a melhor forma de proceder, será apresentar uma licitação».

«Estamos a falar de terrenos que pela atividade que abarcam há já largos anos, nomeadamente, a feira da Quarteira, têm enraizados a si um grande peso tradicional».

«O município terá certamente as melhores intenções na defesa dos interesses dos seus munícipes, e por isso, deveria licitar para garantir a aquisição dos terrenos em causa. Convém deixar expresso que apesar das propostas existentes até à data serem inferiores aos valores mínimos de venda – e assim se poderem manter – poderão as mesmas vir a ser aceites pelo administrador de insolvência» daquele processo.

O leilão decorre até dia 10 de setembro.