Tavira homenageia concelhios com vidas dedicadas ao mar

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No âmbito das comemorações do Dia Nacional do Pescador decorre, na sexta-feira, dia 31 de maio, às 16h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a sessão solene de reconhecimento aos pescadores locais.

A celebração consiste no reconhecimento e na valorização de vidas dedicadas ao mar. Valério Basílio Moreira Romão (Cabanas), Francisco da Encarnação Vieira (Santa Luzia), Álvaro Gonçalo dos Santos e José Silvério da Luz Melita (Tavira) são os distinguidos deste ano.

O marítimo mais novo a ser distinguido é Valério Romão, natural de Cabanas, com 48 anos. O gosto pelo mar levou-o a abraçar esta profissão, aos 13 anos. Desde então tem trabalhado ao lado de seu pai, tendo, há uns anos, sofrido um acidente que quase lhe custou a vida.

Francisco da Encarnação Vieira, mais conhecido por Chico, é natural da freguesia de Santa Luzia. Hoje tem 87 anos, mas iniciou a sua atividade com tenra idade – 8 anos. A sua ligação ao mar foi vasta e variada. Durante dez anos, integrou várias campanhas de armações do atum, no arraial do Barril. Trabalhou, igualmente, na marinha mercante até à idade da reforma. Nessa fase, e até há pouco tempo, foi pescador amador na sua própria embarcação, de nome «Ti Xico».

Outro dos distinguidos, Álvaro Gonçalo dos Santos, natural da freguesia de Santa Maria, tem, atualmente, 72 anos. Com 13 anos começou na apanha do marisco e na pesca à rede. Aos 17 anos assume-se como pescador profissional, passando por diferentes embarcações. Viveu e superou momentos de grande perigo e aflição. Foram 48 anos dedicados de corpo e alma à pesca.

Por fim, mas não menos importante, será também distinguido José Silvério da Luz Melita, que nasceu em Santa Luzia há 71 anos atrás. Foi muito jovem para Luanda (Angola), e cedo começou a sua atividade de pescador profissional. Em 1975, fruto do clima de instabilidade vivido naquele país africano devido à guerra civil, José, juntamente com a sua família, dá início à sua viagem por mar rumo a Portugal. Esta teve a duração de 27 dias e ficou marcada como a aventura da sua vida. Regressado ao seu país, José continuou a exercer a atividade de pescador.

A autarquia comemora, uma vez mais, esta data «com o intuito de enaltecer a profissão e reconhecer a importância que este setor representa na economia local, regional e nacional».