Mário Martins, figura ímpar do ciclismo algarvio, faleceu

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Mário Rui Martins, 73 anos, representou uma vida dedicada desde sempre ao ciclismo e também ao cinema ambulante. O seu pai, José Martins, foi ciclista nos anos de 1950, tendo representado o Ginásio de Tavira e Benfica.

Foi no cinema ambulante que começou o Mário Rui, acompanhando o pai pelo Algarve, enquanto passavam filmes como «Joselito» ou «Zorro», que estavam na berra naqueles tempos. O seu pai chegou mesmo a ter em Tavira um barracão-cinema (enquanto o Cine-Teatro António Pinheiro estava em obras), onde hoje é o Hotel Albacora, e estava sempre com lotação esgotada.

Mário Rui andava pelas ruas a fazer publicidade dos filmes. E quando decorria o Festival de Pista de Ciclismo, em Tavira, nos dias 5 de outubro de cada ano, lá estavam ele e o seu pai de volta do som.

Com o desaparecimento do pai, Mário Rui manteve o seu legado, com o cinema ambulante e a publicidade aos eventos desportivos, sempre com o ciclismo em destaque. Entretanto, com o aparecimento dos novos cinemas, abandonou o cinema ambulante dedicando-se unicamente à publicidade. Então era vê-lo a divulgar todos os bailaricos do concelho e não só, já que muitas vezes alargava a sua atividade a todo o Algarve e até ao Baixo Alentejo.

Mas o ciclismo era a sua grande paixão. A sua célebre frase “ciclismo corrida de bicicletas” era a sua imagem de marca. Mário Rui era um homem bom, amigo do amigo, e quis o destino que fosse a fazer o que mais gostava que nos tivesse deixado. Faleceu ontem em Pechão, vítima de doença súbita, quando estava a fazer publicidade às festas locais.

Mas se nos deixou fisicamente, vai continuar sempre na nossa memória. Até sempre Mário.