São Brás e Santa Casa unem-se para responder à deficiência no concelho

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A criação de um centro de atividades e lar residencial é uma ambição prosseguida desde há muito pelo município e que neste momento alcança uma etapa crucial no percurso da sua concretização.

A Câmara Municipal e a Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel firmaram na terça-feira, 3 de dezembro, Dia Internacional a Pessoa com Deficiência, um protocolo de colaboração, que vem consolidar a parceria entre as entidades, na área das respostas sociais dirigidas à população com deficiência e que tem por objetivo a construção de um equipamento dedicado à realização de atividades e ao acolhimento temporário ou definitivo de jovens e adulto.

A criação de um centro de atividades e lar residencial é uma ambição prosseguida desde há muito pelo município e que neste momento alcança uma etapa crucial no percurso da sua concretização.

A cedência de um terreno para a construção deste equipamento; a conclusão do diagnóstico da população com deficiência e a criação de um grupo de trabalho para apoio a este projeto; bem como a procura de oportunidades de financiamento são alguns dos deveres assumidos pelo  município.

Caberá à Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel iniciar o processo de elaboração do projeto, bem como apoiar a realização do diagnóstico e dar início à campanha de angariação de fundos.

O consolidar desta parceria, através deste protocolo de cooperação, assinado esta terça-feira, na Sessão Comemorativa do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, é um passo muito importante que se soma ao esforço contínuo que o município de São Brás de Alportel, tem vindo a desenvolver, com o objetivo de fazer de São Brás de Alportel um concelho nclusivo.

Na sessão, a vice-presidente Marlene Guerreiro teve ocasião de apresentar a estratégia que o município tem vindo a desenvolver, ao nível das vias, dos espaços e edifícios públicos, dos transportes e da comunicação, onde têm sido eliminadas todas as barreiras à inclusão, um objetivo que vai muito para além das eliminação das barreiras arquitetónicas.

«Em São Brás de Alportel, a inclusão não é uma exceção, é a regra; não e um setor ou uma área de ação, é um princípio fundamental que guia a nossa ação, em todos os setores», observou.

Um esforço contínuo que já está refletido no quotidiano são-brasense, como revelou. A cada vez mais vasta rede de passeios acessíveis, o parque desportivo, já totalmente tornado acessível; as unidades de ensino estruturado nas escolas; e o projeto «evento acessível» na Festa das Tochas Floridas e na Feira da Serra são alguns exemplos apresentados.

A área do turismo é outro eixo fundamental desta estratégia, estando neste momento em curso o desenvolvimento de um projeto de turismo acessível, que visa tornar acessível a todos o Coração do Centro Histórico, com o apoio do Turismo de Portugal.

Na ocasião houve ainda oportunidade de conhecer o trabalho do Balcão da Inclusão do município, que tem em mãos o Diagnóstico da População com Deficiência.

O presidente da Câmara Municipal, Vitor Guerreiro, sublinhou a enorme relevância deste projeto, «fundamental na estratégia de desenvolvimento de São Brás de Alportel, onde todos devem ser felizes e ter iguais oportunidades»  assegurou que o município está totalmente empenhado na sua execução, e desenvolverá todos os esforços junto das diversas entidades e do Governo Português para que este este projeto se concretize.

Júlio Pereira, provedor da Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel, explicou que a história daquela instituição, que conta mais de oito décadas, tem vindo a ser marcada pela progressiva criação das 12 diferentes valências e respostas sociais, em resultado da constante análise da realidade e das necessidades existentes no concelho.

Este novo projeto quer ser diferente, nasceu de um desafio lançado pelo município e pela comunidade, e deverá ser concretizado com o envolvimento de todos, num processo participado.