«Samsung» traz upgrade tecnológico ao IEFP de Faro

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Pedro Mota Soares, ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, inaugurou o novo «Samsung Tech Institute», no Centro do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) do Areal Gordo, em Faro, na tarde da passada segunda-feira, 13 de junho. Surge no seguimento de uma parceria iniciada em 2013, e tem por objetivo qualificar quadros intermédios com «elevada empregabilidade» no setor da eletrónica e novas tecnologias.

Conhecer a fundo a arquitetura de equipamentos digitais como smartphones, tablets e televisores LCD serão algumas das competências que os próximos formandos de eletrónica terão oportunidade de aprender, no centro do IEFP de Faro.

“Vamos começar a trabalhar com uma empresa de referência mundial, cujos equipamentos estão disseminados por um conjunto muito diversificado de locais e utilizadores. É preciso não esquecer que a Samsung está presente também nos ares condicionados. No Algarve, na hotelaria, temos de fazer a sua manutenção. A proximidade com empresas cujos equipamentos estão no dia-a-dia é da maior importância para os nossos formandos que os irão encontrar quando derem o salto para o mercado de trabalho. Essa é a grande vantagem”, explicou Carlos Baía, delegado regional do Algarve do IEFP, em declarações ao «barlavento».

Brevemente, «teremos um conjunto de formações que poderão vir beber a este protocolo. Não está fechado apenas à formação de eletrónica. Vai ser alargado a todos os formandos e ações de formação que tenham esta componente inserida nos seus currículos», nas áreas das energias em geral, eletricidade e domóticas.

Durante a apresentação do «Samsung Tech Institute», o ministro Pedro Mota Soares, sublinhou que «o acordo de cooperação que o IEFP e Samsung hoje estabelecem vista potenciar a conversão de desempregados, em alguns casos desempregados de longa duração, para oportunidades na economia digital, na programação, na parte da informática e das tecnologias de informação que hoje têm uma grande procura», explicou.

«Prevê-se que a curto prazo, 90 por cento dos postos de trabalhos exijam conhecimentos específicos na área da competência digital. Estima-se que em 2020 exista um défice de quase 1 milhão de profissionais» nestes domínios. Ainda segundo o governante, a abertura do novo centro em Faro dá seguimento à estratégia nacional e ao plano de ação para a empregabilidade digital 2015-2020.

Carlos Baía mostrou-se convicto que as primeiras fornadas de novos formandos não tenham dificuldades em encontrar trabalho. «Sim, essa é a nossa perspetiva. Tanto mais que no passado já tivemos outras experiências também de formações na área da eletrónica e que historicamente, os formandos continuaram no mercado de trabalho».

Por outro lado, «tivemos aqui hoje um conjunto de parceiros que já nos vinham manifestando há algum tempo, dificuldade em recrutar profissionais com as competências e o conhecimento necessário para trabalharem nas suas empresas. Esta oferta formativa não existe em quantidade na região e portanto há aqui um conjunto de necessidades que subsistem».

Questionado sobre se faria sentido abrir este centro no recém-inagurado edifício do IEFP de Portimão, Baia esclareceu: «Na passada quinta-feira, saiu em Diário da República o concurso para a construção de um conjunto de espaços oficinais virados para a formação, que vão incidir na área do frio, climatização, energia e eletrónica. Se tudo correr bem, será um experiencia para replicar em Portimão no futuro”, concluiu.

Formação de ponta

«Este equipamento vai dar-nos um upgrade tecnológico de novidades. Vamos trabalhar com tecnologia mais recente», confirmou Júlio Silvestre, formador na área da eletrónica e telecomunicações. Até à chegada dos equipamentos da marca coreana, «tínhamos televisões normais. Estávamos a dar cursos de eletrónica, de reparação de computadores não-portáteis em torres com alguns anos. Normalmente vem para aqui equipamento mais antigo para reparar e desmanchar». Também as unidades de formação de curta duração dadas até aqui «não eram específicas para a reparação de LCDs». Para já, Silvestre não confirma se a partir de setembro, dará alguma certificação especial da marca, mas garante que «o formando sairá daqui com os princípios para a reparação» dos aparelhos que estão atualmente em voga.