Ricardo Santos luta pelo primeiro lugar no 57º Open de Portugal

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O ex-campeão nacional é o 4º classificado no ranking do Challenge Tour, tem quase assegurada a subida ao European Tour em 2020 e está livre para lutar por outros objetivos.

Ricardo Santos é um dos quatro jogadores com hipóteses matemáticas de ascenderem no próximo domingo à primeira posição da Corrida para Maiorca, o ranking do Challenge Tour, dependendo dos resultados que fizer no 57º Open de Portugal @ Morgado Golf Resort, que arranca hoje em Portimão.

O algarvio de 36 anos ocupa esta semana a 4ª posição na hierarquia da segunda divisão europeia, uma consequência da sua vitória em junho no Swiss Challenge e de outros bons resultados como o 2º lugar no D+D REAL Czech Challenge em maio e o 3º posto no Rolex Trophy (também na Suíça) em agosto.

«Ricardo Santos está a 19.843 pontos do nº1, Callum Hill, que soma 107.763. Ora, o 1º lugar no Open de Portugal vale 32 mil pontos e o segundo 22 mil. Matematicamente, até o título de vice-campeão poderá valer-lhe a liderança do ranking», explicou Rodrigo Cordoeiro, comentador televisivo de golfe, num texto escrito para o site oficial do torneio.

De acordo com José Correia, presidente da PGA de Portugal, «o Ricardo Santos já praticamente assegurou a subida ao European Tour no próximo ano e o Filipe Lima está a trabalhar nesse sentido».

José Correia referia-se ao facto de Ricardo Santos estar bem classificado no ranking e tudo indicar que vá terminar a época no top-15 que será promovido à primeira divisão do golfe profissional europeu.

Com essa pressão retirada de cima dos ombros, Ricardo Santos pode agora jogar mais livremente e o objetivo de ser o nº1 de 2019 do Challenge Tour – um feito que Ricardo Melo Gouveia conseguiu em 2015 – poderá ser importante para mantê-lo concentrado e ambicioso.

«O meu objetivo é ficar o mais bem classificado possível no ranking. Como tal, ganhar o ranking está dentro dos meus objetivos», tinha dito em junho o antigo duplo campeão nacional à Tee Times Golf.

Ascender ao posto de nº1 com uma grande exibição no Open de Portugal @ Morgado Golf Resort seria ser a cereja no topo do bolo.

Ricardo Santos já brilhou no Madeira Islands Open BPI (campeão em 2012) e no Portugal Masters (16º em 2012), mas nunca registou uma grande classificação no Open de Portugal.

«No Open de Portugal não tenho feito resultados relevantes. A melhor memória que tenho foi no Oitavos Dunes, na primeira vez que passei o cut no Open, num campo que até nem é muito para o meu tipo de jogo, mas foi lá que passei pela primeira vez o cut no Open de Portugal. Essa será a melhor memória (54º em 2009, com +3). Mas o Open tem um significado muito importante para mim. Em primeiro lugar por ser o Open do meu país e em segundo por ser um dos Opens mais antigos na história do European/Challenge Tour», considerou Ricardo Santos.

O atual melhor português no ranking mundial e no ranking olímpico inicia amanhã (quinta-feira) a sua participação às 13h40, saindo do buraco nº1 com outros dois craques do Challenge Tour: o norueguês Eirik Tage Johansen, vencedor do Anadalucia Costa del Sol Match Play 9, e o inglês Jonathan Thomson, 3º classificado na semana passada, no Open da Bretanha.

O 57º Open de Portugal @ Morgado Golf Resort começa às 7h30, com um recorde de 18 portugueses em competição, incluindo Filipe Lima, o vice-campeão do ano passado.

O único torneio português do Challenge Tour, de 200 mil euros em prémios monetários, integra 12 dos 16 jogadores que este ano já ganharam torneios do Challenge Tour e 11 dos 15 primeiros da Corrida para Maiorca. Um luxo!

Hoje disputou-se o Pro-Am e o vencedor foi profissional sueco Henric Sturehed com os amadores André Castelo Branco, António Kankura Salazar e João Alfredo Branco com 43 abaixo do Par. O melhor português foi Filipe Lima com um 8º lugar.

O português residente em França emparceirou com os amadores Mário Ferreira, Pedro Silvestre e Ricardo Pereira (o ex-futebolista) e somou 25 pancadas abaixo do Par.

200 mil euros para distribuir em prémios

Um dos mais relevantes torneios de golfe joga-se de 12 a 15 de setembro pelo terceiro ano consecutivo no Morgado Golf Course, em Portimão, com 200 mil euros de prize-money e 156 jogadores, dos quais 18 são portugueses.

A Federação Portuguesa de Golfe (FPG), a PGA de Portugal, o grupo NAU Hotels & Resorts e o Challenge Tour organizam a 57º edição do Open de Portugal @ Morgado Golf Resort, que se desenrolará entre hoje e dia 15 de Setembro no Morgado Golf Course, da NAU Hotels & Resorts, em Portimão, Algarve.

Pontuável para o Challenge Tour, a competição de futuros talentos profissional europeia, logo abaixo do European Tour, a prova terá 200 mil euros para distribuir em prémios monetários (o que o torna um dos mais ricos torneios do circuito) e contará com 156 jogadores, dos quais 18 são portugueses.

Ricardo Santos e Filipe Lima, ambos já com uma vitória nas provas do circuito Challenge Tour este ano, serão figuras incontornáveis no torneio do campo do Morgado.

«Os dois jogadores portugueses irão aproveitar ao máximo a etapa jogada em Portugal para se cimentarem no topo da Ordem de Mérito e acederem, na próxima época, ao principal circuito profissional europeu», destaca Miguel Franco de Sousa, Presidente da FPG.

Para Mário Azevedo Ferreira, CEO do grupo NAU Hotels & Resorts, «a realização do Open de Portugal @ Morgado Golf Resort no Morgado Golf Resort nos trÊs últimos anos tem permitido maximizar a projeção da qualidade excecional dos nossos três campos no Algarve e posicioná-los no panorama das competições de golfe internacionais».

O Torneio Open de Portugal é um dos mais antigos e por isso mais emblemáticos do calendário Europeu. Quando o European Tour nasceu em 1972, o Open de Portugal já existia desde 1953 e foi logo um dos eventos fundadores da do principal circuito europeu.

Desde essa primeira edição e até 2010, só não se jogou em 1957, 1965, 1970, 1980 e 1981, mas esteve ausente de 2011 a 2016, regressando em 2017 ao Morgado Golf Course, um campo da NAU Hotels & Resorts no concelho de Portimão.

O Morgado Golf Course proporciona uma experiência de golfe surpreendente, não só devido ao enquadramento natural da paisagem que o rodeia mas também pelas suas excecionais infraestruturas de golfe: dois campos de 18 buracos, o Morgado e Álamos, clubhouse e pro-shop, academia de golfe e uma unidade de alojamento – NAU Morgado Golf & Country Club. Este Resort foi totalmente concebido para golfistas sendo agora o anfitrião do histórico Open de Portugal @ Morgado Golf Resort.