Projeto do CCMAR pede ajuda para localizar espécies marinhas invasoras

  • Print Icon

O projeto NEMAlgarve – Novas Espécies Marinhas do Algarve, uma iniciativa do grupo de investigação ECOREACH, baseado no Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Algarve (UAlg), pretende, com a ajuda de pescadores, mergulhadores e cidadãos, «conhecer melhor a distribuição de certas espécies marinhas que têm vindo a ocorrer na costa do Algarve».

Segundo o coordenador João Encarnação, «certas espécies são trazidas pelo homem e tornam-se invasoras (e com impactos nas espécies locais), outras têm vindo a expandir a sua distribuição para Norte devido às alterações climáticas, ou outras ainda são nativas mas por alterações de habitat ou alterações climáticas têm vinda a aumentar de abundância».

Hermodice carunculata.

No entanto, algumas destas novas espécies, por exemplo, o caranguejo-azul ou a corvina-americana, «em vez de potenciais ameaças para a biodiversidade local, podem ser transformadas em novas oportunidades para a região, através da sua introdução na economia local, bem como explorar novos usos no campo da economia azul».

Assim, o grupo pretende «compreender melhor a distribuição destas espécies e criação de futuros planos de gestão que incluam as espécies nativas e não-nativas (incluindo invasoras)».

O caranguejo azul e a corvinata real são consideradas invasoras, mas outras espécies, identificadas num poster que o grupo tem vindo a distribuir, são mais características de zonas sub-tropicais.

Algumas delas «até já por cá estão há algum tempo, mas são tradicionalmente mais características de zonas sub-tropicais, e parecem estar a aumentar de abundância por cá, pelo que também têm interesse para o projeto, já que pretendemos reconstruir o seu processo de chegada cá e daí serem também muito importantes os registos passados que as pessoas possam ter», explica João Encarnação.

Assim, qualquer pessoa pode participar neste projeto. «Para tal necessitamos que nos enviem sempre três elementos no mínimo: uma fotografia da espécie, data e localização mais exata possível, por forma a essa espécie ser identificada por nós e o registo poder ser considerado válido».

A ideia é que as pessoas registem as suas observações diretamente na plataforma BioDiversity4All ou em alternativa, os registos podem ser enviados por e-mail ([email protected]).

O projeto também tem página de facebook, instagram e twitter.