João César recordado com Festival e Exposição em Portimão

  • Print Icon

Em 2019, a homenagem a João César ganha uma nova dimensão. Para além do Festival de Acordeão, que se realizou na noite de 24 de agosto, há uma exposição no Museu de Portimão para visitar até 14 de novembro.

No Museu de Portimão inaugurou no passado dia 17 de agosto uma exposição temporária intitulada «João César, a Magia do Acordeão». O homenageado, João César Realista dos Santos (14 de abril de 1934 – 8 de novembro de 2013), nasceu em Portimão e desde cedo, como se pode ler na exposição, «numa intensa e bem-sucedida auto-aprendizagem, revelaria a sua paixão pelo acordeão, como seu instrumento de eleição, pela sua grande versatilidade e complexidade musical.»

Isilda Gomes, presidente da Câmara Municipal de Portimão, durante o Festival também afirmou: «Portimão é rico porque tem ricas pessoas e o João César é um bom exemplo.» Mostrou-se muito satisfeita com a programação apresentada nesta edição, que é já a quinta, e acrescentou: «com intérpretes como estes, de uma coisa eu tenho a certeza. O acordeão nunca morrerá!» A autarca, uma reconhecida apreciadora deste instrumento musical e das sonoridades musicais populares que através do mesmo se vão eternizando, terminou com um sorriso: «Para além de tudo o mais, o acordeão é bom porque nos faz bem à alma. Vejo aqui muita gente e estão todos com caras felizes.»

O Festival, que é organizado pela Junta de Freguesia de Portimão e pela Alvor FM Rádio, com o apoio da Câmara Municipal de Portimão, conta sempre com a presença de familiares de João César. Nesta edição, que juntou cerca de um milhar de espectadores na Praça da República, atuaram o jovem João Custódio, de 14 anos de idade, selecionado para representar Portugal no 69.º Troféu Mundial que se vai disputar em Loulé entre 3 e 9 de novembro próximo, e Rui Matos. Depois foi a vez de brilhar Rodrigo Maurício, acordeonista com mais de três décadas e um estilo muito próprio, conquistando definitivamente todos os presentes.

O jovem João Custódio.
Rui Matos.
Rodrigo Maurício.
Isilda Gomes.

No final chegou o momento de se apresentarem os Fole’Percussion, a banda do acordeonista algarvio Jorge Alves, com Mauro Mestre (bateria) e José Silva (voz e viola), todos recém-chegados de uma digressão nos Açores. Graças aos Fole’Percussion, Jorge Alves tem integrado o acordeão numa formação com outros instrumentos e tem-se refrescado por sonoridades populares portuguesas cada vez mais agradáveis de escutar. Em Portimão, no Festival, muitos foram os que dançaram na cadeira e bateram o pezinho no chão quando os Fole’Percussion atuavam no palco.

Muitos aplausos, também no final do 5.º Festival de Acordeão João César.

A Alvor FM Rádio, como já vem sendo hábito, produzirá um CD que ficará como mais uma memória do 5.º Festival de Acordeão João César.

Inauguração da exposição «João César, a Magia do Acordeão», com a presença da viúva e do filho.
Inauguração da exposição «João César, a Magia do Acordeão», com a presença da viúva e do filho.

No Museu de Portimão, com entrada livre, está patente ao público a «João César, a Magia do Acordeão». Permite conhecer melhor a vida e obra do compositor e intérprete. Estão aí reunidas muitas fotografias do ilustre portimonense, a par de alguns dados biográficos, cadernos com pautas manuscritas e anotadas, uma pequena mostra de vinis e cassetes, instrumentos musicais e um vídeo com momentos de espetáculo.

José Gameiro, diretor científico do Museu de Portimão, guiou os visitantes pela exposição.
José Gameiro, diretor científico do Museu de Portimão, guiou os visitantes pela exposição.

A inauguração proporcionou a todos os presentes uma visita guiada orientada por José Gameiro, diretor científico do Museu de Portimão.

Na exposição é possível encontrar uma pequena mostra de vinis e cassetes de João César.
Na exposição é possível encontrar uma pequena mostra de vinis e cassetes de João César.