Portimão preparado para responder à crise energética

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Face à greve dos motoristas de transporte de matérias perigosas, foi declarada pelo Governo a situação de crise energética, com vista a garantir os abastecimentos energéticos essenciais à defesa e ao funcionamento do Estado e dos setores prioritários da economia, bem como à satisfação dos serviços essenciais de interesse público e das necessidades fundamentais.

Uma vez que há a suscetibilidade de serem afetados bens e serviços essenciais à população, a Comissão Municipal de Proteção Civil de Portimão reuniu extraordinariamente na segunda-feira, 12 de agosto, nas instalações do Centro Municipal de Proteção Civil e Operações de Socorro de Portimão.

O objetivo foi avaliar a situação no concelho face à greve iniciada ontem por tempo indeterminado, tendo sido abordadas as medidas de antecipação implementadas face aos cenários previsíveis em termos de proteção civil e socorro.

Desde que foi reconhecida a crise energética, o Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC) «iniciou um processo de monitorização permanente, em articulação com a rede de postos de abastecimento no concelho, a par das medidas de antecipação previstas para o cenário em apreço, que asseguram a manutenção do funcionamento de todas as atividades inerentes à proteção e socorro da população, bem como a assistência e satisfação dos serviços essenciais de interesse público e das necessidades fundamentais dos cidadãos».

Feito o ponto de situação municipal e auscultadas todas as entidades que concorrem para a proteção civil, foi decidido, «face à ausência de critérios, de momento, e por unanimidade, não ativar o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil».

Contudo, foi determinada a constituição «de uma subcomissão permanente, para acompanhar a situação e assegurar a antecipação na resposta a eventuais constrangimentos», e que funcionará enquanto perdurar a crise energética.

De referir que a Rede Estratégica de Postos de Abastecimento (REPA) conta em Portimão com três postos, designadamente o Posto Jumbo e o Posto Galp do Alto do Quintão, destinados a veículos prioritários e público em geral.

Nestes casos, cada cliente pode abastecer apenas 15 litros de combustível. O Posto Galp do Cabeço do Mocho está destinado, exclusivamente, a veículos prioritários.

Nos restantes 11 postos de abastecimento existentes no concelho, não pertencentes à REPA, o volume máximo de combustível por cliente será de 25 litros, para veículo automóvel ligeiro, ou de 100 litros, se se tratar de veículo pesado.

O pedido de equiparação de certas viaturas a veículos de entidades prioritárias deve ser solicitado pelas entidades interessadas à Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, através de formulário próprio disponibilizado na aplicação criada para o efeito.

Com vista à manutenção dos níveis de segurança e normalidade pública, o SMPC aconselha todos os cidadãos a não recorrerem aos jerricans para enfrentar este período de crise energética, lembrando que «o uso destes equipamentos, de forma inadequada ou irresponsável, poderá causar danos materiais e humanos irreversíveis».

O serviço recorda ainda que «é proibido armazenar combustíveis líquidos, devido ao risco de libertação de vapores e inflamação», e que existem limites para «as quantidades de combustível a transportar nos jerricans, num automóvel particular». Além dos procedimentos de segurança que a situação requer, o SMPC apela «ao bom senso, à tranquilidade pública, e aos comportamentos preventivos».

Os interessados poderão consultar toda a informação disponível junto dos sítios da internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil ou Entidade Nacional para o Setor Energético, tendo ainda possibilidade de obterem informações sobre a situação no concelho de Portimão através da Linha Municipal «Proteção 24» (808 282 112), que funciona 24 horas por dia.