Portimão prepara vasto programa para festejar o Dia do Idoso

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Centros de convívio de Portimão estão prestes a abrir.

O município de Portimão, ao longo do mês de outubro, pretende lançar um outro olhar sobre o processo do envelhecimento, com um conjunto de atividades que visam sensibilizar a população para o que significa ser uma pessoa de idade avançada, através de uma abordagem inovadora que conduza ao repensar deste processo como algo natural, consciente e construtivo.

Devido à situação de confinamento vivida desde março passado, existem claros indícios de que as pessoas com mais idade sentiram, de forma acentuada, o distanciamento social a que foram sujeitas.

Nesse sentido, este ano, a comemoração do Dia do Idoso em Portimão inclui propostas que celebram o processo de envelhecimento de forma inovadora, intergeracional e criativa, tanto mais que a valorização e inclusão das pessoas com idades avançadas é uma das prioridades de intervenção do município, que se pretende cada vez mais igualitário.

Envelhecer a sorrir

Para 1 de outubro, Dia Mundial do Idoso, está agendada para as 15h00 na Casa Manuel Teixeira Gomes a abertura da exposição fotográfica «Sorrisos – Um olhar sobre o envelhecimento», que ficará patente até 31 de outubro.

A mostra deriva de uma recolha fotográfica de rostos de mulheres e homens de idade que residem no município, em colaboração com os centros de convívio sénior e centros comunitários, a que se juntam fotos de idosos com 100 ou mais anos.

Esse conjunto de imagens cruza-se com o olhar de crianças e jovens da Casa Nossa Senhora da Conceição, Catraia, Lar de Criança Bom Samaritano e Lar da Criança de Portimão, que foram desafiadas a completar a frase «Uma pessoa de mais idade é …».

Segue-se, a 14 de outubro, uma conversa intergeracional que vai reunir na Casa Manuel Teixeira Gomes, a partir das 15h00, algumas destas pessoas de idade mais avançada que mostraram o seu rosto na exposição, e várias crianças e jovens que também contribuíram com o seu olhar para as legendas da mesma.

A proposta é que todos participem numa troca de ideias e perspetivas sobre o processo de envelhecimento e a relevância do seu papel na vida de todos nós.

Ainda por ocasião do Dia do Idoso, ao longo do mês de outubro o executivo camarário fará chegar às instituições de acolhimento sénior alguns presentes lúdicos, bem como uma lembrança às pessoas com 100 ou mais anos a residirem no concelho.

«Velhas bonitonas»

Com o objetivo de sensibilizar e consciencializar as participantes para encararem a passagem dos anos de forma consciente e positiva, natural e desafiante, será realizado no próximo dia 15 de outubro o inovador e criativo workshop «Velhas Bonitonas», marcado para as 10h00 na Casa Manuel Teixeira Gomes.

Dirigido a mulheres entre os 30 e os 50 anos, serão propostos exercícios de desenvolvimento pessoal, dinamizados em parceria com a Associação Cabelos Brancos e a artista plástica Maria Seruya, recorrendo à pintura, à colagem, à escrita criativa e ao humor.

Com um máximo de 15 participantes, as interessadas no workshop deverão inscrever-se gratuitamente por e-mail.

Fundadora do projeto «Velhas Bonitonas», que tem por lema «Ousamos ser quem somos sem complexos nem culpas», Maria Seruya pretende com esta iniciativa abordar temáticas como a força das mulheres na velhice e a sua liberdade de espírito, o que também se traduzirá na exposição de pinturas assinadas pela artista e que vai ficar patente até final de outubro na Casa Manuel Teixeira Gomes.

Centros de convívio sénior abrem brevemente

Após largos meses de portas fechadas, está prevista para breve a reabertura dos Centros de Convívio Sénior de Portimão e da Aldeia das Sobreiras, uma vez que o município considera «fundamental a reabertura desses espaços para a revitalização da vida em sociedade por parte da comunidade idosa».

Os dois centros de convívio sénior existentes no concelho visam estimular a vida ativa dos mais idosos e disponibilizam uma oferta de animação diversificada, constituindo pontos de encontro privilegiados para os frequentadores, que confraternizam com pessoas da sua geração e se sentem em casa.

Apesar do distanciamento físico a que foram sujeitas, as animadoras dos centros asseguram um contato telefónico diário, num acompanhamento permanente aos munícipes que usufruíam destes espaços.