Portimão encerra Jardim Visconde Bivar para substituir árvores em risco

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Sete árvores em risco de queda iminente levam ao encerramento daquele espaço verde.

Os serviços técnicos da Câmara Municipal de Portimão identificaram um conjunto significativo de árvores que irão ser substituídas ou intervencionadas ao longo deste ano, depois da análise e monitorização do risco de queda dos exemplares existentes no Jardim Visconde Bivar e no Jardim dos Pescadores.

Este trabalho de identificação e monitorização teve como base um relatório elaborado por uma empresa especializada, contratada para o efeito, tendo a mesma apresentado um documento pormenorizado onde se identificam as principais perturbações, se define o nível de risco de queda de 45 árvores (34 exemplares no Jardim Visconde Bivar e 11 no Jardim dos Pescadores), e se recomenda um conjunto de ações preventivas e corretivas.

Dessa análise, verificaram-se diversas patologias preocupantes no conjunto arbóreo do Jardim Visconde Bivar, entre as quais «várias fissuras de ramos estruturais e algumas podridões ativas, que são irreversíveis em sete árvores, colocando em causa a estabilidade estrutural das mesmas e que foram definidas como de risco extremo, (o mais elevado de todos) devendo ser removidas de imediato».

Neste sentido, o espaço foi encerrado na quarta-feira, 24 de junho, e os trabalhos de remoção e substituição dessas árvores «serão efetuados a muito curto prazo». É de salientar que neste jardim, requalificado há cerca de 18 anos, foram ainda identificadas 13 árvores como estando em alto risco, pelo que, «apesar de não apresentarem risco de queda imediato, deverão ser igualmente intervencionadas logo que seja possível, através de podas sanitárias e da redução e reequilíbrio da copa».

O município explica que «a operação no Jardim Visconde Bivar visa eliminar o risco iminente e de potencial dano, sendo de realçar que nos últimos anos têm sido inúmeros os casos de quedas de árvores sobre bens, pelo que os serviços da autarquia têm optado por cortes preventivos de árvores, sempre que se identifica risco para pessoas e bens».

É ainda de salientar que da análise feita ao Jardim dos Pescadores, «não foram encontradas situações de risco alto ou elevado, não se procedendo à substituição de qualquer árvore neste espaço público».

Este plano de remoção tem associado um trabalho de compensação arbórea, que consagra a plantação de uma nova árvore por cada exemplar removido, sempre que possível no mesmo local.