Nem a pandemia trava «Saúde em Movimento» para os idosos de Lagos

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Autarquia adapta o projeto ao contexto pandémico.

A Câmara Municipal de Lagos reformulou o formato do projeto Saúde em Movimento, ajustando-o ao contexto de pandemia que se vive, e apresentou às entidades parceiras a planificação para a época 2020/2021.

Os grandes objetivos desta iniciativa, que soma já 18 anos de implementação continuada, passam por «melhorar a qualidade de vida dos munícipes com idade superior a 40 anos residentes no concelho de Lagos, desenvolver um estilo de vida saudável e promover o envelhecimento ativo».

A edição 2020/2021 foi formalmente aberta no passado dia 1 de outubro (Dia Internacional da Pessoa Idosa), numa sessão que contou com a presença das entidades parceiras do projeto e na qual foram apresentados os resultados de 2019/2020, assim como procedimentos e adaptações em função das orientações da Direção-Geral de Saúde (DGS).

O município pretende que «todos estejam envolvidos e alinhados neste novo recomeço». As aulas, essas, começaram no dia 6 de Outubro, «mas atendendo à média de idades dos participantes, que atualmente se situa nos 72 anos, serão privilegiadas as atividades ao ar livre e as aulas em espaço interior limitadas a grupos de cinco a 10 pessoas, seguindo todas as indicações emanadas da DGS, ou feitas à distância, através do programa Saúde em Movimento em Casa, especialmente concebido para os grupos de risco», detalha a organização.

Na última Reunião de Câmara, foi também aprovada a minuta de protocolo de colaboração a estabelecer com os clubes desportivos que disponibilizam técnicos para a ministrar as aulas de ginástica de manutenção na presente época, assim como fixada a mensalidade de participação no projeto.

O «Saúde em Movimento» tem um custo anual estimado, para o município lacobrigense, de 23500 euros, verba que, atendendo ao índice de envelhecimento do concelho (na ordem dos 123,6 por cento) apurado no último diagnóstico social realizado, a autarquia encara como «um investimento na qualidade de vida dos munícipes».

A avaliação da última edição veio, de resto, demonstrar que, apesar da alteração das circunstâncias ocorrida a partir de março, «o projeto manteve um impacto muito positivo junto da população-alvo, tanto ao nível do aumento da adesão de praticantes, (que foram 350 no último ano, incluindo as inscrições autónomas e os praticantes institucionalizados em Lar Residencial de Idosos), como da estimulação cognitiva e da aptidão física funcional».

É que, apesar do confinamento, «a generalidade dos participantes conseguiu manter alguma atividade, seguindo os vídeos realizados pelos técnicos do projeto e as recomendações transmitidas por estes através de contactos telefónicos e online regulares».

A possibilidade de participação em atividades tão diversas como as aulas de ginástica de manutenção e treinos de força, as caminhadas e passeios pedestres, as sessões de educação para a saúde, as sessões informativas sobre outros temas, as conversas sobre ciência, as Olimpíadas Sénior, bailes e convívios, têm permitido prevenir o isolamento e a solidão, fazendo com que os utentes se sintam motivados e conservem o seu bem-estar físico e psicológico.