Museu do Traje será acessível e «para todos» até final de 2020

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Icónico Museu do Traje, em São Brás de Alportel, vai receber um investimento de 150 mil euros para o tornar acessível a pessoas portadoras de deficiências.

Empenhada na missão da inclusão a todos os níveis, a Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel anunciou esta terça-feira, 3 de dezembro, Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, um projeto que está a desenvolver para tornar o seu Museu do Traje, «um museu para todos».

A criação de um jardim sensorial com circulação de água, um mini laboratório acessível ligado à atividade corticeira, uma parede tátil na sala da cortiça, folhetos em braille, réplicas em miniatura das charretes em exposição no jardim do museu para e uma aplicação áudio e vídeo para telemóveis que fará uma visita guiada em quatro idiomas são algumas das novidades que estarão disponíveis às mais de 40 mil pessoas que anualmente visitam e usufruem deste museu que é um verdadeiro ex-líbris cultural de São Brás de Alportel e do Algarve.

«Queremos que os cegos possam ver o que temos para mostrar; que os surdos possam ouvir o que temos para dizer; que os que se deslocam em cadeira de rodas, possam conhecer o que temos para mostrar, e que todos possam usufruir desta viagem no tempo», avançou o provedor Júlio Pereira.

O diretor do Museu do Traje, Emanuel Sancho, explicou que este é um projeto diferenciador que visa enriquecer a área turística e patrimonial do concelho de São Brás de Alportel.

Para a eliminação de barreiras arquitetónicas, a criação de espaços de experimentação, a correção de pavimentos e a disponibilização de informação acessível, o projeto orçado em 150 mil euros conta com um financiamento do Turismo de Portugal, através do Programa Valorizar – Linha de Apoio ao Turismo Acessível.