Município de Faro resolve impasse do crematório e assina concessão

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O município de Faro assinou esta sexta-feira, 14 de junho, o contrato de concessão, construção e exploração do Crematório de Faro, com a Servilusa – Agências Funerárias SA e FPC Construções Lda.

O equipamento será instalado no Cemitério Novo e compreende forno crematório e todas as valências conexas, como sala de tanatopraxia, receção, capela ecuménica, arrecadações, instalações sanitárias e vestiário.

Com a assinatura deste contrato, coloca-se termo a um longo processo que tramitava já desde 2011, ano em que pela primeira vez o município colocou o crematório a concurso.

Nessa ocasião, a empresa vencedora não chegou a cumprir os termos acordados, tendo a autarquia resolvido o contrato em 25 de maio de 2016 e recebido, por via disso, uma indemnização de 309 mil euros.

Nessa sequência, a Câmara abriu novo concurso no verão de 2016 tendo, no entanto, o procedimento de adjudicação sido suspenso por impugnação judicial apresentada por um dos concorrentes.

Em  novembro de 2018 o processo seria retomado, no âmbito da sentença proferida pelo Tribunal Central Administrativo do Sul, permitindo a assinatura do contrato que hoje se divulga, domingo, 16 de junho.

O adjudicatário tem agora 70 dias para apresentar o projeto de execução, ao que se seguirá um período de 30 dias para a respetiva aprovação e um prazo de 10 meses para concretização da obra.

O presidente da Câmara Municipal de Faro, Rogério Bacalhau, considera que «esta é uma excelente notícia, não só para o município que passa a ter melhores condições para fazer a gestão do espaço afeto aos serviços fúnebres, como para a Região que carecia efetivamente de um serviço desta natureza já há muitos anos».

Em janeiro último, o presidente da Câmara Municipal de Faro, Rogério Bacalhau, durante mais um ciclo de visitas «Faro Positivo», já tinha tornado pública a decisão tomada pela autarquia em adjudicar à Servilusa – Agências Funerárias SA e FPC Construções Lda, a concessão, construção e exploração do Crematório de Faro.

Por outro lado, o «barlavento» já tinha questionado, em novembro de 2016, a empresa Servilusa sobre este problema.

Crematório algarvio custará um milhão de euros

A Servilusa – Agências Funerárias e a Câmara Municipal de Faro assinaram um contrato de concessão, por 30 anos, no âmbito do qual a empresa líder de serviços funerários, em Portugal, vai construir e gerir o crematório para servir a capital algarvia e toda a região do Algarve.

Paulo Carreira, diretor-geral de negócio da Servilusa afirma que «foi dado um passo decisivo no processo, iniciado com o concurso lançado em 2016, para construção do primeiro crematório a operar no Algarve».

Paulo Carreira adianta que, «o novo crematório vai estar ao serviço da capital algarvia, de todo o sul do País e também da numerosa comunidade estrangeira, que procura muito a cremação, já em 2020».

O crematório de Faro, que implica um investimento previsto de um milhão de euros, foi concebido para realizar entre 700 a 1000 cremações anuais, numa perspetiva crescente.

Nos termos do contrato de concessão, os residentes de Faro beneficiam de um desconto de 20 por cento, nos seus serviços.

Este projeto da Servilusa terá uma área de construção de 387 metros quadrados, inserida numa área envolvente de 1620 metros quadrados.

Entre as suas principais valências: Receção, Sala de Estar, Sala de cremação, Capela Ecuménica / Cerimónia, Sala de Tanatopraxia, Sala de Última Despedida, um Forno crematório, Equipamento Refrigerador para acondicionar falecidos, um Forno Pirolítico para cremação de restos cemiteriais e um Jardim da Memória, para cinzas resultantes das cremações de falecidos.

A Servilusa posiciona-se assim, cada vez mais, como a empresa líder, experiente e competente na gestão de crematórios em Portugal.

Recorde-se que a Servilusa tem já sete crematórios em funcionamento (Elvas, Rio de Mouro, Póvoa de Santa Iria, Cascais, Leiria, Figueira da Foz e Porto/Lapa), aos quais se vão juntar, a curto prazo, outros três: Faro, Guimarães e Santarém.