Movimento Determinante manifesta-se à porta do CMR Sul

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Em causa está a falta de colaboradores, falhas nos prazos de entrega nas ajudas técnicas e mais horas de fisioterapia em regime de internamento.

O Centro de Medicina de Reabilitação do Sul (CMR Sul), em São Brás de Alportel, vai ser alvo de uma ação de protesto na sexta-feira, dia 20 de setembro, às 11 horas.

A iniciativa é organizadpelo Movimento Determinante, associação algarvia que têm como objetivo lutar pelo direito pela igualdade, acessibilidade para todas as pessoas.

Ouvida pelo «barlavento», Elsa dos Ramos, uma das fundadoras e responsáveis do movimento, explica o porquê da manifestação.

«Temos tido reuniões com o Centro Universitário e Hospitalar do Algarve (CHUA), que nos tem dado garantias que não cumpre. Estamos a falar, por exemplo, da contratação de enfermeiros, fisioterapeutas e auxiliares. No ginásio, deveriam estar 12 auxiliares e neste momento estão quatro. Depois também nos garantiram ajudas técnicas. Hoje há utentes que esperam por cadeiras de rodas e andarilhos há mais de ano e meio, quando o período deveria ser três ou quatro meses. Há um utente que vem à manifestação que espera por baterias para a cadeira de rodas há quase ano e meio».

Segundo a dirigente, «há também falta de materiais. O horário de funcionamento da fisioterapia de internamento está bastante reduzido por falta de pessoal. Não há serviço ao sábado e durante a semana apenas garante cinco horas por dia».

Ainda de acordo com Elsa dos Ramos, «na última reunião que tivemos com o CHUA, foi-nos garantido que iriam contratar mais pessoal e até agora nada. Disseram que iam abrir concursos para auxiliares e para ajudas técnicas. Até agora ainda nada se viu. Até os enfermeiros que saem do CMR Sul não são substituídos», denuncia.

A fundadora do Movimento Determinante, de Tavira, ficou paraplégica na sequência de um acidente rodoviário e tem-se dedicado a sensibilizar a sociedade para os problemas que atingem as pessoas com mobilidade reduzida. Além de ativista, também conta com experiência associativa na área da deficiência.

«No meu caso, precisava de uma almofada que demorou seis meses a chegar, algo que por norma, nem um mês demora. Há materiais, como meias de contenção, que o CMR SUL deveria ter, e não tem», denuncia.

«Desde há dois anos que o CHUA tem a tutela e tem vindo sempre a piorar. A verdade é que perdeu todas as acreditações que tinha. Hoje são só um nome, porque não funciona».

O «barlavento» pediu esclarecimentos à administração do CHUA que não quis comentar.