Ministra da Justiça dá aula aberta no FLIQ 2019

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A magistrada Francisca Van Dunem será a convidada de honra da quarta edição do Festival Literário Internacional de Querença (FLIQ), no dia de abertura, sexta-feira, 3 de maio, onde apresentará uma aula aberta à população, à semelhança do que aconteceu há 30 anos nos «Estudos Gerais Livres» (EGL), promovidos pelo antropólogo Manuel Viegas Guerreiro e pelo filósofo Agostinho da Silva.
A lição da ministra da Justiça será precedida de uma breve contextualização por parte do diretor do Centro de Estudos Judiciários, João Miguel, natural de Querença.

O primeiro dia contará ainda com uma mesa redonda intitulada «Estudos Gerais Livres no século XXI», participada pelo geógrafo João Ferrão, pela geógrafa e ex-diretora do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território (IGOT) Lucinda Fonseca, e por outras personalidades convidadas a pensar o ensino público, como a diretora regional da Cultura do Algarve, Adriana Nogueira e o jurista Alberto Melo. O lançamento de um livro da autoria de Francisco Melo Ferreira e a exibição de um documentário sobre os EGL, com intervenções de José Barata Moura, Viriato Soromenho-Marques, António Borges Coelho, Fernando Mão de Ferro, Joaquim Cerqueira Gonçalves, Cláudio Torres e Teresa Rita Lopes, completam o programa de abertura.

Nuno Júdice, uma das vozes poéticas mais significativas da literatura portuguesa desde a década de 1970.

Este ano, o FLIQ homenageia o escritor, ensaísta e professor Nuno Júdice, uma das vozes poéticas mais significativas da literatura portuguesa desde a década de 1970.

O fecho será dedicado ao subtema «Livros, Leituras & Leitores», apontando para as questões dos hábitos de leitura, da criação de novos leitores e da importância da literatura infanto-juvenil, trazendo à aldeia de Querença dezenas de investigadores, escritores, professores, bibliotecários e interessados pela palavra e pelo livro «como expressão máxima de cidadania e de liberdade».
Em permanência, estarão garantidos uma feira do livro, com representação de obras dos autores presentes, música, leituras, exposições, sessões de autógrafos, piqueniques, convívio e diálogos vários.

Os «Estudos Gerais Livres» foram criados pelo patrono da Fundação Manuel Viegas Guerreiro, ao lado do professor e amigo Agostinho da Silva, com o intuito de levar o conhecimento e a discussão de temas à população em geral, extravasando os muros das instituições académicas, mote que o FLIQ, enquanto festival cultural de acesso gratuito, também perfilha. A organização conta com o apoio da Direção Regional de Cultura do Algarve, Câmara Municipal de Loulé e União de Freguesias de Querença, Tôr e Benafim.