Migrantes da ilha Deserta aguardam resultados de testes à COVID-19

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Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) está a aguardar pelo resultado dos testes à COVID-19 efetuados aos migrantes indocumentados que ontem desembarcaram na ilha Deserta, na Ria Formosa, concelho de Faro.

«Neste momento, ainda não temos os resultados dos testes à COVID-19, estamos a aguardar a qualquer momento e eles continuam na Base de Apoio Logístico de Quarteira [concelho de Loulé] e ali continuarão até termos conhecimento dos resultados», afirmou a fonte do SEF à agência Lusa, cerca das 13h05.

A mesma fonte lembrou que, após desembarcarem na ilha Deserta e terem sido reunidos pelas autoridades marítimas e policiais, os 28 migrantes «foram levados, ao final do dia, para o Base de Apoio Logístico da Proteção Civil em Quarteira», onde fora submetidos aos testes.

Foram também feitas, revelou, «as primeiras diligências» por parte do SEF e «recolhido todo o material que traziam, alguns telemóveis», assim como «as fotografias de cada um deles», tendo depois sido «dado jantar e todo o apoio médico pela Cruz Vermelha».

«E pernoitaram aí», acrescentou a fonte do SEF, numa referência à base da Proteção Civil em Quarteira, local onde permanecerão até, pelo menos, serem conhecidos os resultados dos testes à COVID-19.

«Se os testes forem negativos, podem ser feitas as diligências normalmente, com a proteção de luvas, máscara ou viseira. Se houver resultados positivos, as autoridades sanitárias com certeza vão ter que intervir e reorganizar a logística», referiu.

A fonte do SEF disse também que os migrantes estão «indocumentados» e «dizem ser marroquinos» de nacionalidade, estando entre eles «um menor de 15 anos» e «três mulheres, uma delas grávida de cinco meses».

Questionada sobre se o menor estava acompanhado de familiares ou viajavam sem acompanhamento, a mesma fonte disse apenas que houve um dos elementos que viajava no grupo que «disse ser o tio», mas essas informações ainda não puderam ser confirmadas.

As autoridades intercetaram, na terça-feira, o grupo de migrantes que desembarcou ilegalmente ao início da tarde na ilha Deserta, em Faro, e se colocou em fuga de seguida, disse à Lusa fonte da Autoridade Marítima.

O comandante da Zona Marítima do Sul explicou na ocasião que o grupo de 28 migrantes estava às 16h30 «em trânsito para o cais comercial de Faro a bordo de embarcações da Polícia Marítima e da GNR».

À chegada a terra, o grupo seguiu de autocarro para a Base de Apoio Logístico de Quarteira, onde foi sujeito à realização de testes de despiste à COVID-19 e ficou a cargo do SEF, acrescentou Fernando Rocha Pacheco.

A embarcação em que os 28 migrantes chegaram à ilha tem cerca de sete metros e é semelhante às usadas nos outros cinco desembarques ilegais registados na região desde dezembro.

O desembarque foi comunicado às autoridades via 112 por pessoas que se encontravam na praia, naquela ilha, que não possui habitantes e apenas tem um restaurante e um apoio de praia.

Este é o sexto de desembarque ilegal na costa algarvia envolvendo migrantes do Norte de África.

O mais recente caso ocorreu em julho, quando um grupo de 21 homens, alegadamente marroquinos, desembarcou na ilha do Farol, também no concelho de Faro.