Mercado Abastecedor de Faro vai ter novo edifício em 2020

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Operação do Mercado Abastecedor de Faro (MARF) continua rentável segundo o relatório de execução do terceiro trimestre de 2019.

O aumento do volume de negócios, aliado à manutenção de uma política de contenção nos gastos operacionais, permitiu à empresa que gere o Mercado Abastecedor da Região de Faro (MARF, SA) apresentar desempenhos operacionais positivos no terceiro trimestre deste ano.

De acordo com o Relatório de Execução Orçamental agora aprovado, neste período do exercício, o EBITDA (Earnings before interest, taxes, depreciation and amortization) ascendeu a 749 milhares de euros, situando-se acima do PAO3T19 em 33,2 milhares de euros (+4,6 por cento) e abaixo do período homólogo do ano passado em 11,5 milhares de euros (-1,5 por cento).

Comparativamente ao terceiro trimestre de 2018, o desvio desfavorável é justificado, segundo o documento, por «situação não-recorrente, em 2018, relativa a rendimento decorrente de restituição de impostos referente a AIMI (43,6 milhares de euros), uma vez que este imposto deixou de ser devido na sequência da atualização do património predial do MARF».

Salienta-se, assim, o aumento do volume de negócios em 26 milhares de euros (+2,4 por cento) face ao terceiro trimestre de 2018, impulsionado pelo aumento dos rendimentos core, as taxas de utilização, que cresceram 25,3 milhares de euros (+2,4 por cento).

Já o EBIT ( Earnings Before Interest and Taxes, em português, Lucro Antes de Juros e Impostos), ascendeu a 599,5 milhares de euros, registando um desvio favorável face ao planeado no montante de 46,1 milhares de euros (+8,3 por cento) e um desvio desfavorável face ao período homólogo de 4,9 milhares de euros (-0,8 por cento), impactado pelo facto não-recorrente referido.

No terceiro trimestre de 2019, a MARF, SA apresentou, assim, margens operacionais positivas de 66 por cento e 49 por cento ao nível do EBITDA e do EBIT, respetivamente.

A evolução favorável dos resultados financeiros face ao período homólogo do ano anterior resulta da operação de recapitalização da empresa realizada em agosto de 2018, consubstanciada numa operação de aumento de capital social por via da conversão de empréstimos acionistas, no montante de 13 291,1 milhares de euros, que se traduziu numa redução da dívida financeira e consequentemente dos encargos financeiros.

O resultado líquido do período em análise, sublinha o relatório, ascendeu a 499,7 milhares de euros, superior ao previsto no Plano e ao período homólogo de 2018, respetivamente em 73,5 milhares de euros (+17,2 por cento) e 73,2 milhares de euros (+17,2 por cento).

Quanto à performance económica, os rendimentos operacionais deste terceiro trimestre ascenderam aos 1137,7 milhares de euros, apresentando-se acima do PAO3T19 em 7,2 milhares de euros (+0,6 por cento) e abaixo do período homólogo em 24,3 milhares de euros (-2,1 por cento), evolução impactada pela citada situação não-recorrente.

Em termos acumulados, o rendimento core, as taxas de utilização, que representa 93 por cento da estrutura de rendimentos, ascendeu 1059,7 milhares de euros, registando um desvio favorável de 5,5 milhares de euros (+0,5 por cento) face ao planeado e uma evolução favorável de 25,3 milhares de euros (+2,4 por cento) face ao período homólogo de 2018.

No Pavilhão do Mercado, a taxa de ocupação das boxes situa-se nos 100 por cento, em linha com o previsto e com a ocupação no final do ano passado.

A ocupação dos lugares de terrado situa-se em 51 por cento, inferior ao previsto no 3T19 (58 por cento), mantendo-se um sector do mercado com pouca expressão em número de operadores, de compradores e de receitas.

De acordo com o plano estratégico definido para as empresas do Grupo SIMAB, designadamente o seu reposicionamento na logística e distribuição moderna, a MARF, SA tem desenvolvido a sua atividade comercial procurando atrair operadores desta área.

Assim, na sequência da comercialização de uma nova área, de 3282 metros quadrados, para um operador da área de logística, contratualizada em julho de 2019, para reforçar a sua presença no mercado por via da expansão do espaço ocupado, está prevista a construção de um novo edifício e a sua entrada em funcionamento no segundo semestre de 2020, com tradução num rendimento anual de taxas de utilização de aproximadamente 177 milhares de euros.