Ageas Seguros organiza Fórum Global PME em Loulé

  • Print Icon

Conferência conjunta com a Ordem dos Economistas, será a sétima e última de um ciclo que percorreu o país, na quinta-feira, dia 23 de maio, no auditório do NERA. «Futuro e competitividade das empresas na região do Algarve» será o tema que dá também o mote a uma entrevista com José Gomes, Membro da Comissão Executiva do Grupo Ageas Portugal.

barlavento: O que distingue a Ageas Seguros das congéneres e como se posiciona no mercado? Qual o principal produto ou produtos que comercializa?
José Gomes:
A Ageas Seguros desenvolve, segue e implementa uma estratégia com foco na proteção dos seus clientes, destinada a segmentos específicos de clientes. Procuramos disponibilizar seguros e serviços adaptados às suas necessidades, através de uma alargada rede de distribuição que conta com mais de 3300 mediadores e parceiros de norte a sul e ilhas. Disponibilizamos também serviços inovadores como o cartão Mundo Ageas Seguros, com descontos diretos aos clientes particulares e empresas numa vasta rede de parceiros, e também o serviço PAR – Prevenção e Análise de Risco, que permite identificar medidas de prevenção dos riscos a que as empresas estão expostas. A imagem da marca Ageas Seguros é dinâmica e colorida, e pretende trazer cor a um sector tido tantas vezes como cinzento, também nos distingue. Somos uma companhia de seguros que pretende ser disruptiva e com uma oferta de valor diferenciada. Outros projetos passam pela estratégia contínua de reforço e de aposta no desenvolvimento das regiões, quer através da cada vez maior especialização dos nossos mediadores, bem como através da imagem exterior e interior das lojas da Ageas Seguros, a comunicação do posicionamento da marca, para além do investimento na melhoria do nosso portfólio de seguros e serviços. Estamos a fazer um forte investimento nas lojas e no atendimento aos nossos clientes. O nosso objetivo é que os portugueses nos vejam como a sua seguradora de eleição.

José Gomes, Membro da Comissão Executiva do Grupo Ageas Portugal.

Qual o interesse na gestão do risco empresarial?
Um dos nossos serviços diferenciadores é o PAR – Prevenção e Análise de Risco. Trata-se de um serviço de consultoria e aconselhamento gratuito aos clientes PME, que atua sobre as principais causas dos acidentes e sinistros participados pelas empresas, possibilitando melhorar a prevenção desses mesmos acidentes, melhorar também a produtividade e os índices de motivação dos colaboradores, além de reduzir os impactos financeiros que um sinistro origina. Por isto, a prevenção é um dos temas centrais nas nossas intervenções enquanto parceira na análise e avaliação dos riscos, bem como na prevenção de um crescimento sustentado, com menor exposição aos riscos diários. As empresas e os empresários devem estar protegidos e preparados para algum imprevisto. As constantes deslocações representam uma exposição ao risco diferente de quem atua apenas no mercado nacional.

Como surgiu a oportunidade de fazer esta série de conferências em parceria com a Ordem dos Economistas? Quem é o público-alvo?
A proximidade às comunidades empresariais locais está na origem da criação deste ciclo de conferências, onde pretendemos colocar os nossos conhecimentos ao serviço da dinamização dos negócios dos nossos clientes e potenciais clientes. A associação aos nossos parceiros, como são exemplo a Ordem dos Economistas e o jornalista Camilo Lourenço, permite-nos alavancar o objetivo de apoiar e dinamizar as empresas a nível regional. Pretendemos tratar temas de interesse comum e que estejam de alguma forma relacionados com a realidade e com as atividades locais. Com este Ciclo de Conferências, que designámos Fórum Global PME, não temos como principal objetivo vender seguros, mas contribuir para o desenvolvimento da atividade económica, com a partilha de conteúdos relevantes para os empresários de cada região, bem como alertar para os riscos associados.

Forum PME Global

O Algarve receberá a última conferência do ciclo. O programa foi pensado especificamente para a região, ou partilha também algumas das apresentações que já foram feitas noutros locais?
Cada conferência tem as suas especificidades e realidades empresariais. Temos vindo a trazer essa mesma realidade diferenciada para o centro das conferências, quer através dos temas, quer através dos oradores de cada evento, pois são empresários ou membros de entidades parceiras ou associações empresariais, que conhecem melhor que qualquer um de nós os desafios que os empresários enfrentam.
Nesta última conferência que se realiza no auditório do NERA – Associação Empresarial da Região do Algarve, o tema chave é o «Futuro e competitividade das empresas na região do Algarve». Irão ser abordados muito outros temas representativos da realidade local, sobretudo o turismo e os serviços como principal alavanca da região.

Esta iniciativa terá continuidade?
A Ageas Seguros pretende continuar a apostar na proximidade com os seus parceiros, clientes e potenciais clientes, com o objetivo de sensibilizar para riscos e apostar em ações com foco na prevenção. Neste âmbito, temos em planeamento para 2019 e seguintes, ações relevantes nesta matéria, com o objetivo de reforçar o nosso posicionamento como seguradora de preferência, com foco na inovação e no acompanhamento cada vez mais próximo dos nossos clientes. Estamos a desenvolver projetos para os diferentes segmentos, a que daremos continuidade. Vão continuar a contar connosco e a ouvir falar da Ageas Seguros, seguramente.

A vossa empresa recolheu também feedback junto dos vários players que assistiram os diferentes fóruns?
Em todas as Conferências «Fórum Global PME» realizadas até hoje, existiu sempre um inquérito de satisfação aos participantes para recolher a sua opinião face ao evento e aos temas debatidos. Os resultados têm sido muito positivos, bem como o feedback e os testemunhos que temos recebido dos nossos clientes, parceiros e oradores, quanto à relevância dos conteúdos para o desenvolvimento dos negócios a nível regional. O balanço deste ciclo é muito positivo.

Rui Leão Martinho, Bastonário da Ordem dos Economistas e José Gomes.

O turismo poderá alavancar mais atenção da vossa parte ao Algarve?
A Ageas Seguros está fortemente presente na região do Algarve com uma equipa de mediadores especializada e certificada no Barlavento e Sotavento. O segmento do turismo é, sem dúvida alguma, um mercado estratégico para nós, face ao qual pretendemos crescer e ser reconhecidos neste sector. Para tal, já temos à disposição seguros específicos para a hotelaria e restauração. E, embora com caraterísticas e necessidades bem distintas, o Alojamento Local veio complementar o nosso conjunto de ofertas para este mercado tão específico. Sendo o nosso objetivo a médio prazo de ser líder neste segmento. Precisamente hoje, quinta-feira, 16 de maio, estamos em Lagos a celebrar com os nossos clientes e potenciais clientes, mais um investimento na imagem da loja do nosso mediador exclusivo desta cidade algarvia.

Recentemente, o presidente da Zurich Portugal disse ao nosso jornal que acompanha as mudanças na sociedade para desenvolver novos produtos. Os riscos da economia digital e as alterações climáticas são o foco. Pergunto se a Ageas tem também um foco?
Na Ageas Seguros um dos nossos principais focos é a prevenção de risco dos nossos clientes, em todos os aspetos. Claro que isso exige uma atenção redobrada ao contexto para que seja possível uma oferta adaptada às necessidades de cada cliente. Estamos a acompanhar a mudança dos tempos e as necessidades que emergem e temos um conjunto de ações em desenvolvimento que continuarão este caminho, que acreditamos ser um contributo importante para os empresários e sociedade em geral. A tecnologia e o digital fazem parte.

Portugal saiu agora de um ciclo considerado positivo. Gostaria de perguntar como vê o país a curto médio prazo?
É um facto que o país se encontra num ciclo positivo, o que se reflete na economia nacional. Acresce também a cada vez mais crescente globalização da economia a nível mundial, com forte impacto nas economias nacional e regionais. A procura de seguros também é reflexo dos ciclos económicos, pelo que nesta conjuntura positiva, pretendemos reforçar o nosso posicionamento enquanto Seguradora que contribui para o desenvolvimento da indústria local, e para a produtividade nas empresas.
Os desafios tecnológicos inerentes à revolução digital que o mundo vive faz com que a Ageas Seguros tenha entre os seus objetivos estar cada vez mais presente no dia a dia das pessoas. Reforçando a posição de estar um passo à frente, o grupo segurador quer ir além da proteção das necessidades dos seus clientes. É necessário estar na antecipação das necessidades e ter um papel determinante também na literacia para os seguros, fomentando aqui a prevenção para aquilo que a Ageas Seguros protege. Pretende-se ir para além dos seguros e da prestação de serviços habituais que ajudam a proteger vidas e futuros.

Forum PME Global

«Portugal está longe de encarar o futuro com demasiada tranquilidade» diz o Bastonário da Ordem dos Economistas

Rui Leão Martinho, Bastonário da Ordem dos Economistas, ouvido pelo «barlavento», traça um balanço positivo do ciclo de conferências organizado em parceria com a Ageas Seguros.

«Além de uma conjugação de esforços e de objetivos, as várias conferências realizadas ao longo do nosso país têm tido uma afluência numerosa, crescentemente interessada e interagindo com os vários oradores e moderadores, discutindo os problemas nacionais, as possíveis soluções e o aprofundamento de conhecimentos em áreas tão importantes como o risco, o papel do seguro e a sinistralidade», sublinha o Bastonário.

«Foi uma boa conjugação de ideias entre as duas instituições e penso poder afirmar haver satisfação em ambas as partes desta parceria com os resultados obtidos até à data», sublinha.

Rui Leão Martinho esteve recentemente em Portimão, onde falou sobre «Diversificação do investimento no sector turístico».

Na opinião do Bastonário, a região é hoje apetecível ao desenvolvimento de «projetos do turismo de saúde, devido às boas condições naturais e que poderão ser um auxílio preciso na recuperação de doentes. Igualmente, será interessante poder captar investimento produtivo que possa aumentar a riqueza criada na região, criar postos de trabalho, dar formação e fixar mais população nas cidades algarvias», reforça.

Rui Leão Martinho, Bastonário da Ordem dos Economistas.

O Algarve «oferece hoje hotéis de superior qualidade, praias diversas mas todas com interesse, desportos vários, termas, restaurantes distinguidos internacionalmente e para quem opta por residir, há colégios e escolas internacionais, universidade e politécnico, hospitais privados e públicos».

Questionado sobre como vê o atual momento económico nacional e o próximo ciclo que se avizinha, Rui Leão Martinho considera que «Portugal tem hoje uma situação económica mais equilibrada, mais condizente com alguns dos critérios definidos pela UE no tratado de Maastricht, mas está longe de encarar o futuro com demasiada tranquilidade».

Na verdade, «reduziu-se o défice público, mas a carga fiscal sobre empresas e famílias é muito elevada. Reduziram-se os encargos com juros de dívida pública, mas foi travado o investimento público. Significa isto que o défice está agora nos serviços públicos e irá ressurgir, mais cedo ou mais tarde. Não houve reformas sérias e sustentadas quer da administração pública, quer da segurança social, quer da saúde. Estamos, pois, sujeitos a vir a sofrer de fatores exógenos que poderão de novo vir a pôr-nos numa situação mais fragilizada», prevê.

Portanto, «há que ter ambição, seguir em frente com reformas em áreas como a requalificação profissional, a valorização do território, a coesão nacional ou a organização e gestão de administração pública de forma a que tenhamos as condições de crescer acima da média europeia, recuperando deste crescimento anémico que temos vivido neste século e criando condições para a competitividade e internacionalização das nossas empresas e para o bem-estar das famílias».

Programa e oradores

Após a receção dos participantes no auditório do NERA, na quinta-feira, 23 de maio, às 17 horas, caberá a Camilo Lourenço, jornalista, comentador, fundador e apresentador de «A Cor do Dinheiro» fazer a introdução ao debate a partir das 17h30. Depois, José Gomes, Membro da Comissão Executiva do Grupo Ageas Portugal dará as boas-vindas. O enquadramento será feito por Cláudio Lima – Vogal da Delegação do Algarve da Ordem dos Economista.

O primeiro tema, «Turismo e Serviços como principal alavanca da região» será aprofundado por Luís Serra Coelho, presidente da Delegação do Algarve da Ordem dos Economistas. O segundo tema em discusão «Prevenção e a gestão do risco como chave da eficiência do negócio» terá como oradora Carmo Oliveira, Diretora Técnica do Grupo Ageas Portugal. Às 18h45 seguir-se-à a mesa redonda sobre o «Panorama atual sobre a produtividade nas empresas?».

Participarão Gustavo Barreto, Diretor de Distribuição e Marketing da Ageas Seguros, Nuno Battaglia, Chairman da Battaglia Capital, Paula Martins, responsável pela Saúde e Segurança no Trabalho do Grupo HPA Saúde, Reinaldo Teixeira, Administrador do Grupo Garvetur/ Enolagest, Vitor Neto, presidente do NERA, sob moderação de Camilo Lourenço. José Gomes fará o encerramento dos trabalhos, e haverá um cocktail de networking. Para mais informações consulte o website do evento.