Baía de Lagos recebe Campeonato Europeu de Moth 2019

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Depois de ter acolhido no verão 2018 uma das etapas da GC32 Racing Tour, Lagos receberá este ano a primeira visita a Portugal de uma competição internacional da classe Moth, barcos monocasco voadores de alto desempenho.

Trata-se do Campeonato Europeu, a decorrer desde esta segunda-feira, 27 de maio e até domingo, dia 2 de junho. A prova é uma organização do Clube de Vela de Lagos com o apoio do município, da Marina de Lagos e da Sopromar.

Segundo explicou ao «barlavento» Martinho Fortunato, administrador da Marina de Lagos, esta modalidade é «uma tecnologia recente que começou com a America’s Cup e que está agora a penetrar na náutica comercial. Em Lagos, temos as condições perfeitas para esse tipo de navegação. Estamos a posicionar-nos a nível mundial como o melhor palco para eventos da classe Moth, uma das mais rápidas e tecnicamente exigentes da vela moderna. Temos ventos constantes do quadrante norte durante grande parte do ano, o que é importante. Por outro lado, como o vento é offshore, a baía de Lagos é muito protegida e não tem praticamente ondulação».

Nesta prova participam mais de uma centena de velejadores profissionais e amadores. A possibilidade de atrair para Lagos mais um grande evento náutico, que permite consolidar a imagem de um destino de referência para o desporto espetáculo, esteve na base da decisão de apoio à iniciativa por parte do município, conforme prevê o Plano Estratégico de Desenvolvimento Desportivo e no âmbito do Plano de Formação e Apoio à Atividade Desportiva para a época 2018/2019.

Além disso, a prova está associada ao programa «Clean Regattas» da Sailors for the Sea, que «propõe o único certificado sustentável a nível mundial para eventos de água, tendo como objetivo unir e mobilizar velejadores, oferecendo apoio e recursos para ajudar a conservar e proteger o oceano», segundo explica o Clube de Vela de Lagos.

Desde a criação em 2006, este programa envolveu mais de 1250 eventos, com mais de 450 mil velejadores participantes, dos quais menos de 1 por cento alcançou o certificado com nível Platina.

A certificação de uma regata é revista por um comité independente, que tem por competência e objetivo encontrar pontos de sustentabilidade em cada evento.

Destaca-se pela presença de uma Green Team (equipa de voluntários) para auxiliar o cumprimento das boas práticas ambientais do programa.

A Marina de Lagos foi convidada a organizar o Campeonato do Mundo de GC32, no final de junho, segundo avançou ao «barlavento» Martinho Fortunato.