Assembleia Municipal de Lagos saudou Marcha pelo Clima

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A Assembleia Municipal de Lagos aprovou por unanimidade, na sua reunião de 29 de abril, uma Proposta dos eleitos da CDU, saudando a luta das novas gerações pela solução dos problemas ambientais criados em todo o Planeta pela ação humana sobre os elementos da natureza.

A Proposta referia que no passado dia 15 de março, milhares de jovens portugueses participaram em acões em diversos pontos do País, reclamando medidas para os problemas ambientais e para defesa do Planeta.

Sendo expressão de uma ação internacional de grande dimensão, aquela iniciativa revelou a disponibilidade das jovens gerações para a denúncia e a ação relativamente aos graves problemas ambientais com que hoje o mundo se confronta, particularmente a depredação dos recursos naturais à escala global em resultado do modo de produção capitalista.

A apropriação dos recursos naturais em geral por grandes grupos económicos e financeiros, a sua mercantilização e exploração colocando o seu valor ecológico e correspondente valor social submetidos ao lucro, a agressão e guerra contra povos e países para dominar os seus recursos naturais, incluindo os energéticos, com uma utilização e saque indiscriminados, ameaçam a biodiversidade, a sobrevivência da espécie humana e a própria subsistência do Planeta.

Os problemas ambientais não encontrarão resposta em soluções que apenas apontam o recurso à tecnologia, a mecanismos financeiros e especulativos e à taxação de comportamentos individuais, sobrecarregando camadas mais empobrecidas.

A ação dos povos e a intervenção dos Estados são decisivas para a defesa do Planeta, da biodiversidade, do meio ambiente, da sustentabilidade da utilização dos recursos naturais para satisfação das necessidades sociais.

Nestes termos, a Assembleia Municipal de Lagos aprovou a Proposta da CDU de saudar os jovens que participaram nas ações em defesa do meio ambiente no dia 15 de março, exortando-os a prosseguir a luta contra a mercantilização da natureza, pela exigência de reforço dos meios do Estado para desenvolver uma verdadeira política de defesa do equilíbrio da natureza, pelo reforço de medidas que aumentem a eficiência energética e que desenvolvam alternativas energéticas de domínio público.