Lagos vai ter «Escola Ciência Viva»

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O Centro Ciência Viva de Lagos (CCVL) foi convidado pela Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, a implementar a «Escola Ciência Viva», um projeto educativo que faz parte da oferta do Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, desde o ano letivo 2010/2011, e que deu origem a uma rede constituída por um grupo restrito de outros seis centros do país. O de Lagos é, até ao momento, o único no Algarve.

Para implementar o projeto será criada, no espaço exterior do CCVL, uma infraestrutura física especialmente dedicada a esta nova valência do Centro – a Casa do Jardim -, a qual conta com o financiamento do município de Lagos que aprovou, na sua última reunião de câmara, realizada a 5 de dezembro, a atribuição de um subsídio no valor de 86 mil euros.

Através da «Escola Ciência Viva» os alunos do 1.º ciclo terão acesso a uma abordagem não formal de temas das ciências e tecnologias, onde a experimentação será dominante, garantindo assim a maturidade e o desenvolvimento das STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) e de competências básicas para o século XXI.

Como principais objetivos, a Escola Ciência Viva de Lagos propõe-se apoiar os estabelecimentos de educação formal do concelho de Lagos (escolas básicas do 1.º Ciclo) em particular, e do barlavento algarvio em geral, na promoção do ensino experimental das ciências e da cultura científica e tecnológica, assim como fortalecer as parcerias entre os municípios, agrupamentos de escolas, associações de pais e instituições científicas e de ensino superior.

O projeto está também intimamente ligado à Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável da ONU e aos seus 17 objetivos, promovendo uma cidadania ativa e responsável, bem como a proteção do meio ambiente através da implementação de práticas sustentáveis.

As atividades serão desenvolvidas complementando a organização curricular e o programa do 3.º e 4.º anos do ensino básico e de acordo com os agrupamentos escolares envolvidos, e incluirão: atividades de suporte ao currículo; atividades de exterior (visitas); atividades tecnológicas (robótica, impressão 3D e prototipagem, programação informática, de circuitos elétricos e eletrónicos, modelação e construção em madeira, entre outros); atividades de sustentabilidade (ex.: horta biológica, compostagem, produção de biogás, entre outros); interações com investigadores e cientistas (conversas com os alunos); atividades de intercâmbio intergeracional (nomeadamente com os públicos seniores do programa «A Ciência Não Tem Idade»).

Mais informações sobre todos estes temas podem ser consultadas nos sites Escola Ciência Viva e Lagos Ciência Viva.