Kubidoce reinventa-se em Olhão com conceito «único no país»

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Pastelaria mais conhecida de Olhão erradica açúcar branco e gordura hidrogenada das receitas. Há opções sem glúten nem lactose para que até os mais intolerantes também possam ser gulosos…

O chef Filipe Martins e a marca Kubidoce faziam já parte da identidade da cidade cubista.

Há cerca de um ano, o jovem pasteleiro e empresário decidiu fechar os três espaços que detinha, com o objetivo de largar o negócio ligado à doçaria.

Com o tempo, mudou de ideias. «As pessoas tinham saudades e continuavam a pedir-me que fizesse bolos de aniversário. Resolvi voltar a abrir uma confeitaria, mas desta vez com um modelo de negócio diferente», conta ao «barlavento»

Foi assim que na quarta-feira, dia 26 de junho, uma Kubidoce reinventada reabriu para adoçar as bocas dos olhanenses, desta vez de forma mais saudável.

«Queríamos trazer os sabores da alta gastronomia para o povo. Não somos mais uma pastelaria, porque trabalhamos com matérias-primas de topo e tudo é feito de base por nós, incluindo os cremes, os molhos e até as granolas, algo que não acontece em 99 por cento do comércio», detalha.

«Neste espaço juntámos o melhor que pode ser feito e servido em pastelaria e confraria. Decidimos que não íamos utilizar açúcar branco, gordura hidrogenada ou matéria-prima com glúten. O pão é de fermentação natural com cereais moídos em mó de pedra», explica.

«Esta é uma pastelaria de autor que só nós fazemos. Não admito pôr nada em cima de um bolo que não tenhamos sido nós a fazer, até a decoração é toda preparada de raiz», garante Filipe Martins, de 32 anos e pasteleiro desde os 14.

Além de bolos saudáveis, na mais recente confraria de Olhão, não são servidos refrigerantes, nem bebidas alcoólicas. Apenas sumos naturais, água ou chás.

As novidades na área da pastelaria são três: pasteis de nata só com açúcar amarelo; finacier (um bolo francês) de amêndoa com manteiga noisette caramelizada e um brownie de chocolate branco extravagante.

Há também croissants à maneira francesa e pão fresco todos os dias, além de outros mimos.

Folar de Olhao da Kubidoce

O empresário diz que para se ter sucesso neste ramo é preciso «gostar daquilo que se faz porque é um trabalho que exige muito sacrifício. E nunca se estar satisfeito com aquilo que já se sabe. Lá dentro tenho uma prateleira cheia de livros e sempre que preciso de inspiração, vou lá folheá-los».

Para o futuro, «expandir nunca. Já tive três lojas e sei o que é. O que quero é fazer aqui pequenas formações de determinados bolos ou técnicas», concluiu.

A nova Kubidoce, traduz-se num investimento de 700 mil euros, e está situada na Estrada Nacional 125, no centro de Olhão.

Abre de segunda à sexta, entre as 7h00 e as 19h30. Aos sábados, encerra às 13h00. Todos os dias, o chef tem amostras de bolos para dar a provar.