José Carlos Rolo distinguido com o Prémio AURUM de honra 2019

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O presidente da Câmara Municipal de Albufeira, José Carlos Rolo, foi distinguido no sábado, dia 9 de novembro, com o Prémio AURUM, «por ser um magnífico político, uma boa pessoa e por estar sempre presente em todas as ações do CEUCO», referiu o presidente deste Conselho, Carlos Martín Cosme, que entregou a distinção ao autarca, em conjunto com o secretário de Estado das Pescas, José Apolinário.

Subordinado ao tema «Sabores do Mar Português – a importância na gastronomia tradicional europeia», o congresso das confrarias europeias vínicas e gastronómicas, que se encontram reunidas em Albufeira, contou a presença do secretário de Estado das Pescas, José Apolinário, que sendo natural do Algarve, não deixou de transparecer o seu contentamento pelo grande número de pessoas presentes, saudando-os «de modo afetuoso» e de salientar que «das 32 estrelas Michelin em Portugal, 10 pertencem a oito restaurantes algarvios».

Um dos momentos altos deste congresso do CEUCO – Conselho Europeu de Confrarias Enogastronómicas, que de acordo com as normas ritualistas dos confrades e confreiras se designa por «espetáculo», foi a entrega dos Prémios AURUM, naquela que foi a sua 14ª edição, tendo José Carlos Rolo sido distinguido com o Prémio AURUM de Honra, «por ser um magnífico político, uma boa pessoa e por estar sempre presente em todas as ações do CEUCO», referiu o presidente deste Conselho, o espanhol Carlos Martín Cosme.

De Albufeira, também o Restaurante Mato à Vista foi distinguido com o Prémio AURUM de Melhor Restaurante Europeu 2019, o mesmo acontecendo ao Zoomarine, na categoria de Prémio AURUM de melhor empreendimento turístico da Europa.

Ao receber a distinção, José Carlos Rolo dedicou o prémio «a todos aqueles que têm trabalhado para que este congresso esteja a ser um sucesso e que Albufeira seja uma memória inesquecível de todos aqui presentes».

Quanto ao jovem Tiago Cordeiro, à frente do Mato à Vista conjuntamente com a irmã, aberto pelos pais há 38 anos em Paderne, salientou que cada vez mais aposta «nos bons produtos locais, sendo de salientar a caça, o javali, o borrego, o galo e outros, bem como os vinhos e os produtos hortícolas».

Com seis elementos numa cozinha liderada pelo chef Luís Santos, conta ainda com Natércia Dolores como responsável de mesa e Nuno Santos à frente dos vinhos.

Na sessão de abertura, José Apolinário acentuou que Portugal é o maior consumidor de peixe per capita do mundo, salientando a importância do consumo de peixe para a saúde, nomeadamente quanto aos ácidos gordos e ómega 3 e 6 que se encontram abundantemente na cavala e no carapau, evitando o consumo de comprimidos para o efeito.

O governante apontou não só o pescado português como também as algas, existentes na zona sul da foz do Rio Mondego, nos Açores e na zona sul da Foz do Arelho até ao Norte do Cabo da Roca, como «alimentos de futuro», bem como a salicórnia, chamada de sal verde que cresce em ambientes salinos, como é o caso da Ria de Alvor ou Ria Formosa, substituindo os habituais temperos.

Apolinário salientou ainda a necessidade de se trabalhar em três eixos no que concerne ao pescado português: haver uma pesca responsável, nomeadamente quanto ao tamanho do pescado, bem como um consumo responsável, alinhar os comportamentos com as prioridades globais para a Agenda 2030 definidas pelas Nações Unidas no que se refere à gestão dos recursos naturais e promover a «ligação umbilical» entre os produtos do mar e o turismo, como «muito bem faz o Algarve e Albufeira, chamada capital do Turismo», referiu, acrescentando que «uma das melhores memórias que os turistas levam de Portugal é a gastronomia, o tradicional bacalhau, os peixes frescos e o marisco.

Outra questão apontada pelo secretário de Estado como contributo para o sucesso da gastronomia portuguesa prende-se com «a profissionalização, com o aparecimento de chefs que se tornam figuras públicas, pela televisão e pela edição, e que constituem motivos de atração”, pelo que “a formação que tem havido na área da restauração é um dos fatores preponderantes para a qualidade da mesa portuguesa».

Depois da entrega dos prémios, seguiu-se um dos momentos mais esperados: saber onde se realiza o próximo congresso do CEUCO. Será em 2021, na cidade de Verona, Itália, tendo por isso sido passado o bastão do congresso das mãos do Grão-Mestre da Confraria dos Gastrónomos do Algarve, José Manuel Alves, secretário de Estado das Pescas e do Presidente da Câmara Municipal de Albufeira, para as mãos de Nicolo Zabarice, vereador na Câmara de Verona com o pelouro do Comércio, Cultura e Turismo.

Este congresso teve por imagem oficial o Infante D. Henrique, lembrado na «Lição de História Gastronómica» por Filipe Silva como um dos responsáveis pela atual «gastronomia de miscigenação», mercê das trocas entre Portugal e os povos do «mundo novo».

José Carlos Rolo designou o referido Infante como «padrinho» do congresso e Carlos Martín Cosme lembrou do quanto se deve aos portugueses, nomeadamente ao Infante e a Fernão de Magalhães por haver atualmente uma gastronomia tão rica na Europa. «Portugal foi quem nos levou a conhecer a civilização», referiu o gastrónomo espanhol, rematando que hoje «Portugal, si lo ves te enamoras».

A coroar este espetáculo, outro se seguiu: o da mostra de produtos de todas as regiões europeias presentes. Os 639 confrades e confreiras desfilaram em cortejo pelas ruas de Albufeira, a partir da Igreja Matriz, ao final da manhã de hoje.