José Apolinário: algarvios estão «marafados» com a festa e o alarmismo

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José Apolinário elogiou hoje a capacidade de resposta do Algarve à COVID-19, já que a região tem apenas 135 casos ativos, dos quais 76 ligados ao «infeliz acontecimento» da festa ilegal em Odiáxere, Lagos.

Utilizando uma expressão bem algarvia, durante a conferência de imprensa para atualizar o ponto de situação da pandemia na região, que teve lugar esta tarde em Loulé, José Apolinário afirmou que «este caso demonstrou como somos capazes de responder de uma forma marafada. Diria aqui que os algarvios estão marafados com várias circunstâncias».

Referindo-se à festa ilegal em Odiáxere que se tornou um ponto de contágio que já soma 76 casos positivos (dois dos quais internados), Apolinário sublinhou que os algarvios «estão marafados com este triste acontecimento e portanto, esperam que não se repita porque isso, digamos, não é um bom exemplo da responsabilidade coletiva e social em relação a esta doença, a esta pandemia».

Mas estão sobretudo «marafados com a tentativa de criticar o Algarve a propósito de um caso pontual», até porque a Guarda Nacional Republicana (GNR), «fez as suas averiguações e apresentou a sua competente participação ao Ministério Público. Aguardará agora o desenvolvimento que resultará» dessa denúncia.

Segundo José Apolinário, «eventualmente estaremos perante um crime de propagação de doença. Os indícios vão nesse sentido».

Este caso pontual, contudo, «demonstrou como há uma capacidade de resposta da região de realização de testes por parte do Serviço Nacional de Saúde, pelo ABC, por empresas privadas contratualizados, que faz com que até hoje tenham sido realizados 1222 testes e segundo as expetativas, iremos realizar 1500 testes nos próximos dias. Destes 1222 apenas 6,22 por cento de positivo» à COVID-19.

Ou seja, «o Algarve é uma região segura e demonstrou neste caso pontual que tem capacidade de resposta para detetar os links, as conexões e responder de imediato», já que numa semana montou toda uma operação em articulação com as forças de segurança, autarquias e autoridades de saúde.

Segundo o coordenador da região do Algarve da execução da declaração de estado de calamidade, «a nossa convicção é que, depois de identificadas todas as conexões, daqui por três dias a situação volte à normalidade em Lagos, apelando, claro ao sentido de respeito e de compromisso de todos os residentes e de todos os naturais da região».

Questionado pelos jornalistas se queria responder ao «alarmismo» levantado ontem pela Ordem dos Médicos, Apolinário disse apenas que mais preocupado «com campanhas internacionais contra o Algarve que suscitam algumas declarações menos ponderadas. Isso não tem a ver com alguém em concreto, mas com situações de campanhas que visam pôr em causa aquele que é um dos melhores destinos turísticos do mundo».