Faro reserva 1 milhão de euros para os agrupamentos escolares

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Câmara Municipal procura «reforçar a autonomia das direções dos agrupamentos».

O Município de Faro aprovou, na reunião de Câmara de segunda-feira, dia 3 de fevereiro, um protocolo de transferência de competências e meios para os agrupamentos escolares, relativos ao ano de 2020, no valor global de um milhão de euros, «o que representa um esforço considerável para dotar as escolas do concelho de autonomia financeira e capacidade de atuação» para desenvolver o seu trabalho.

Os valores a transferir são: 347015,44 euros para o agrupamento Pinheiro e Rosa; 184270,34 euros para o Agrupamento Tomás Cabreira; 103534,00 euros para o Agrupamento D. Afonso III; 111369,00 euros para o Agrupamento do Montenegro; 284045,41 euros para o Agrupamento João de Deus e 2374,30 euros para o Agrupamento Dr. Alberto Iria.

Com a aprovação deste protocolo, a Câmara Municipal procura «reforçar a autonomia das direções dos agrupamentos, colocando em prática uma estratégia integrada de gestão local do parque escolar para responder às necessidades dos estabelecimentos de ensino».

Para além das transferências de competências e meios previstas, a autarquia continua a oferecer os manuais escolares e os materiais pedagógicos aos mais carenciados, sem esquecer o pequeno-almoço, o almoço e o transporte, que a Câmara Municipal de Faro continuará a providenciar gratuitamente aos que necessitam.

A Educação continua assim a ser «uma aposta política prioritária deste Executivo», tendo o município «declarado prontamente aceitar as novas competências descentralizadas pelo Ministério da Educação nas autarquias», no âmbito da Lei nº 50/2018, o que implicou acolher 102 trabalhadores nos seus quadros.

Assim, a municipalidade assumiu já este ano a gestão ao nível das EB 2,3 e também das escolas secundárias no que respeita a pessoal não docente, água, eletricidade, comunicações, manutenção, combustíveis, Atividades de Enriquecimento Curricular e outras.

Para Rogério Bacalhau, presidente da Câmara Municipal de Faro, este protocolo representa «um investimento considerável, mas com reflexos quase imediatos na melhoria das condições do nosso parque escolar e, consequentemente, numa mais completa preparação dos alunos do nosso concelho».

O edil farense, que detém o pelouro da Educação desde 2009, considera mesmo que «parte significativa do sucesso do nosso projeto educativo assenta justamente na capacidade de delegar competências e responsabilidades, acompanhadas da adequada dotação financeira, nos respetivos agrupamentos, num clima de grande diálogo e entendimento».