Draga afundada entre a barra Faro-Olhão já foi retirada

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A operação para remoção da draga de 14 metros, «Caimão», afundada entre a barra Faro-Olhão, no início do mês de junho, decorreu entre as 6h00 de sábado, dia 29 e as 23h00 de domingo, dia 30
de junho.

Depois de um sonar determinar que era a Capitania de Olhão que detinha a jurisdição do naufrágio da draga, o Comandante do Porto, André Morais, notificou a empresa responsável Sofareia, dois dias depois do incidente, dia 7 de junho.

No início da semana passada, a Sofareia apresentou um plano que, após ter sido aprovado pelo Comandante André Morais, começou a ser executado durante o último fim-de-semana de junho.

Os trabalhos «iniciaram às 6h00 de sábado e só terminaram às 23h00 de domingo. A draga, que estava afundada no lado nascente do molhe da Ilha do Farol, seguiu para o cais comercial de Faro», explicou o Comandante ao «barlavento».

Recorde-se que a draga «Caimão», uma embarcação especializada em extração de areia do fundo do mar, afundou-se entre a barra Faro-Olhão, no passado dia 5 de junho, cerca das 17 horas, enquanto se encontrava a ser rebocada por outra embarcação.

Uma situação com moldes semelhantes ocorreu em janeiro de 2018, com uma draga da mesma empresa, ao largo da Ilha da Armona, em Olhão. Segundo o Comandante do Porto de Olhão, «a remoção dessa embarcação é o próximo passo».

A última notificação seguiu, por parte da Capitania olhanense, à Sofareia, no dia 4 de junho. «É uma draga com 80 metros que se encontra numa zona mais complicada, uma vez que não está em águas calmas. Estamos a falar de uma operação complexa», referiu o Comandante.

Todas as tentativas de remoção da draga «não correram como esperado» e, ano e meio depois, a situação continua por resolver. Contudo, ainda consoante a mesma fonte «o verão é a altura indicada para estes trabalhos», pelo que se aguarda por novo plano de remoção por parte da Sofareia.