Direção de Agricultura do Algarve cede terreno para hortas sociais

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Direção de Agricultura e Pescas do Algarve cede 2500 metros quadrados de terrenos na sede, no Patacão, para hortas sociais, a dividir em 50 talhões para meia centena de famílias carenciadas.

Um Protocolo de cooperação institucional entre a Direção Regional de Agricultura e Pescas (DRAP) do Algarve e o município de Faro para a implementação de Hortas Sociais foi assinado na segunda-feira, dia 12 de outubro.

Pedro Valadas Monteiro, diretor da DRAP Algarve, e Rogério Bacalhau, presidente da Câmara Municipal de Faro, assinaram o documento que vem firmar a cedência de uma parcela de terreno com 2500 metros quadrados (m2) de área, cedidos por aquela instituição à autarquia farense.

Trata-se de um projeto de responsabilidade social, sendo no presente contexto direcionado às famílias mais carenciadas da região.

A DRAP Algarve comprometeu-se em prestar aconselhamento técnico e formativo, para aquisição de conhecimentos básicos aos beneficiários dos talhões, sobretudo nas técnicas de Produção Biológica.

«Vamos sensibilizar e dar condições para que os próprios resíduos e sub-produtos dessa produção agrícola possam ser objeto de compostagem, para estimular a circularidade do processo de produção», explicou Pedro Valadas Monteiro. Os técnicos «estarão, obviamente, disponíveis para dar formação, que permita dotar as pessoas dos conhecimentos e das ferramentas necessárias».

Em relação ao regulamento para o uso deste novo espaço, será apresentado na próxima reunião de Câmara, na expectativa de que «até final do ano tenhamos tudo preparado, para que o projeto possa arrancar no início de 2021», frisou Rogério Bacalhau.

A implementação deste projeto conjunto, com vista à produção de bens agrícolas pela população mais desfavorecida e em seu proveito.

Pedro Valadas Monteiro gostaria que «estas iniciativas não se circunscrevam apenas à modalidade social», mas sim, que venham a «permitir que as pessoas que trabalham nas cidades possam também ter espaços comunitários em meio urbano ou periurbano para dedicarem-se à agricultura, contactando com a terra», na linha daquilo que cada vez mais cidades europeias têm vindo a desenvolver, e libertando o estigma de associar a prática agrícola à pobreza.

«Vamos tentar que além da questão do apoio à subsistência dos agregados familiares ou instituições que ficarem na posse desses talhões, desenvolver a agricultura como atividade de lazer, de terapia que é muito importante nos tempos que correm», sublinhou.