COVID-19: Lagos faz testagem massiva para mitigar efeitos da festa ilegal

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Prioridade é controlar o surto no concelho.

A Câmara Municipal de Lagos tem tomado várias diligências para controlar «o mais depressa possível» o foco de contágio por COVID-19 recentemente identificado no concelho, com origem atribuída a uma festa de caráter ilegal ocorrida no passado dia 7 de junho, em Odiáxere.

O objetivo tem sido «procurar e identificar as pessoas que participaram nesse evento e outras que tiveram contactos próximos com os participantes, designadamente no seio familiar e no contexto laboral».

Esta medida tem sido acompanhada de «uma campanha intensiva de realização de colheitas para testes, visando despistar possíveis casos positivos».

Depois dos testes já realizados durante o fim-de-semana, na segunda e na terça-feira, ontem, quarta-feira, 17 de junho, junto ao Pavilhão Desportivo Municipal, esteve em Lagos uma equipa disponibilizada pela Administração Regional de Saúde, entre as 10 e as 17 horas, para promover uma ação intensiva de colheitas para a realização de testes de despiste a todas as pessoas ainda não testadas que estiveram presentes no evento, assim como a familiares e outros contactos próximos, designadamente colegas de trabalho destas pessoas que participaram na festa.

Também na Câmara Municipal de Lagos – Edifício Paços do Concelho Séc. XXI, existindo indícios de possíveis contactos com infetados, decorreu uma ação intensiva de colheitas aos trabalhadores municipais, como medida de prevenção, na eventualidade de algum destes poder ter estado em contacto com pessoas infetadas.

A Câmara Municipal sublinha, ainda, «o sentido de responsabilidade e a rápida atuação das empresas privadas do concelho (restaurantes e superfícies comerciais), que, perante a suspeita ou a confirmação de trabalhadores infetados com o novo coronavírus, sem olhar a gastos, decidiram testar todos os seus colaboradores e proceder à desinfeção das suas instalações, de modo a eliminar possíveis cadeias de transmissão e, assim, terem condições de retomar em segurança plena as suas atividades, tão necessárias neste período de crise de saúde pública para combater o impacto económico e social» que a mesma tem gerado.

A Câmara Municipal de Lagos partilhará as atualizações ao número de infetados resultantes desta festa, que de momento está nos 39.

O Presidente da Câmara apela, por isso, «à serenidade da comunidade, uma vez que todos os meios estão a ser mobilizados, de modo articulado, entre as autoridades de saúde, o município, forças de segurança e proteção civil, para minimizar o impacto deste infeliz e condenável acontecimento, mas também ao sentido de responsabilidade cívica que tem caracterizado a conduta dos lacobrigenses desde o início da pandemia e que fez com que os números até agora quase não tivessem tido expressão no concelho».

Para Hugo Pereira, «Lagos foi sempre um concelho seguro, pelo que estamos todos empenhados e confiantes de que iremos superar rapidamente este episódio e garantir que o mesmo não seja replicado».