Brexit: os efeitos das imposições europeias!

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Uma UE autocrática… muito ao estilo alemão, criou leis de ameaças a qualquer país que não reconheça legitimidade de usurpação das suas própria decisões em matéria de soberania, seja económica e financeira ou mesmo controlo do uso do seu espaço físico.

O Brexit aprovado em referendo entre um povo evoluído, não resulta de uma cisão radical dos britânicos, mas de uma compreensão que algumas políticas comunitárias não eram ajustadas ao Reino Unido.

Os direitos de uma nação poder mudar a sua integração nunca foram consignados ou precavidos em todos os Tratados europeus.

A libra nunca aderiu ao espaço euro porque os povos britânicos perceberam a prisão que daí advinha. A libra poderia conviver com o euro em negócios que fossem de benefício para as duas partes.

Para o autoritarismo de base nunca contestada, o Brexit foi uma ameaça que poderia contaminar outros países e povos do agregado. É este pensamento eurocrata que impede uma negociação que promova a paz e a continuação de uma convivência. Uma reposição de fronteiras e taxas é um retrocesso civilizacional! Se depois das guerras há sempre acordos… porque não promovê-los antes?

Entretanto, o Brexit, neste espaço de tempo de desentendimento das partes, onde os líderes europeus não percebem que não há teimosia do outro lado do canal, tão somente convicção numa decisão, já faz os seus estragos, particularmente na pequena economia da região do Algarve, com a perda de dezenas de milhares de novos e repetentes visitantes oriundos daquele importante espaço económico, onde os escapes às rotinas e clima alimentam agências de viagens, companhias de aviação e a circulação de muito dinheiro a nível bancário e receitas para o Estado.

Se o ano turístico vinha em ligeiro crescendo, as confusões do fica ou sai deitaram a libra para valores chantageados com reflexo nas decisões de escolha dos destinos. Os países de moedas desvalorizáveis assumiram o papel de recetores de uma parte importante dos fluxos britânicos, que têm formas sui generis de ocupar e viver os seus tempos de lazer.

O câmbio passou a ser um fator de escolha e os eventuais vistos um pormenor aborrecido de perda de tempo, quando existe um vasto background de dados sobre indivíduos, europeus ou não.

O Brexit que alimenta páginas intensas e opiniões até de desvalorização perigosa, já está a fazer mossa na pequena economia de comerciantes e outros operadores de menor escala, cada vez com custos mais inflacionados.

O Brexit, numa solução de autoritarismo, pode tornar-se num monstro para o Algarve… até por razões internas no espaço britânico… de que a falência da Thomas Cook é um sinal…

Num país de dirigentes e partidos alinhados com as práticas europeias, de obediência cega aos mandos e desmandos com consequências na nossa economia e finanças (duas bancarrotas pós-adesão), curiosamente os candidatos dos partidos do espectro burguês no país e particularmente no Algarve, não abordaram este assunto nos impactos e soluções.

O país e a região não podem fazer acordos bilaterais com o Reino Unido ou outro país sem uma chancela. Então onde estão as vozes para criar as bases de acordo de interesse mútuo?

Eu nunca fui adepto deste tipo de Comunidade nem desta moeda espartilhos!

Todo o chamado dinheiro comunitário entrado nos países teve um retorno muitas vezes superior e esses dinheiros excedentes, sem nomes, são uma fonte de permanente chantagem e instabilidade!

Se deram utilidade para entrar, também tem de haver para sair! Se os oceanos não são entraves… muito menos um canal…