«Articulação de meios foi determinante para dominar incêndio» de Aljezur

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Terras do Infante considera que a resposta articulada dos seus três municípios permitiu uma melhor resposta ao incêndio.

O fogo que deflagrou em Aljezur na passada sexta-feira, 19 de junho, progrediu para sul e fustigou o restante território das Terras do Infante, composto ainda pelos concelhos de Lagos e Vila do Bispo, confirmando «as piores previsões quanto ao risco de deflagração de fogos florestais».

Mobilizou para o teatro de operações, no total, durante o combate às chamas, mais de 800 operacionais de 94 entidades, apoiados por meios aéreos.

«Apesar da rápida atuação, que evitou um incêndio ainda de maiores proporções e prejuízos, o saldo desta ocorrência originou 2200 hectares de área ardida. Perdeu-se um grande património ambiental mas, graças ao trabalho de equipa, colaboração e entreajuda, não há registo de qualquer vítima», afirma a Terras do Infante – Associação de Municípios, que reconhece «a boa articulação» e agradece «o trabalho incansável efetuado por todos os profissionais das corporações de bombeiros, da GNR, Proteção Civil e do Comando Distrital das Operações (CDOS), envolvidos nesta ocorrência».

A articulação de meios entre os três municípios para o ataque a este incêndio «reafirmou a existência desta Associação, não só no que respeita à deteção e combate do fogo, como aconteceu agora, mas também na prevenção e vigilância desenvolvidas, em permanência, pelas equipas de sapadores florestais», explicou a Terras do Infante, considerando que esta ocorrência «colocou à prova a capacidade de resposta do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) da região, operacional desde o dia 15 de maio».

Apesar das inúmeras intervenções de limpeza e desmatação de terrenos, abertura e manutenção de aceiros, «os fogos acabam por deflagrar, na maior parte das vezes por falta de cuidado na utilização de máquinas agrícolas, realização de queimas e queimadas, assim como provocados por outras atividades humanas que não as diretamente ligadas à agricultura».

Por esta razão, a Associação apela «ao rigoroso cumprimento das regras e dos procedimentos que estão definidos, antes, durante ou após o período crítico de incêndios rurais» (que decorre de 1 de julho a 30 de setembro, podendo ser prolongado).