Alunos da Tomás Cabreira premiados pela Fundação Calouste Gulbenkian

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Estudantes do 2º ano do Curso profissional de Artes do Espetáculo/ Interpretação ganham Prémio Escolar do Ano Europeu do Património Cultural.

No âmbito da participação no concurso «Prémio Escolar do Ano Europeu do Património Cultural – AEPC 2019», os alunos do 2º ano do curso profissional de Artes do Espetáculo/ Interpretação, deslocaram-se à Fundação Calouste Gulbenkian para receber um prémio, na sexta-feira, 14 de junho.

Assim, Beatriz Alcario; Beatriz Gomes, Beatriz Mimo, Carolina Isidoro, Djamila Gomes; Jéssica Rodrigues; Tatiana Ribeiro e Valter Costa e os professores Bruno Martins e Cristina Barcoso Lourenço, ganham uma viagem a Bruxelas.

No trabalho a concurso participaram ainda os alunos Jéssica Sequeira e Sanj Adk, que não puderam estar presentes na cerimónia em Lisboa.

O Prémio (do público) e a Menção Honrosa foram entregues pelo Guilherm Oliveira Martins, administrador executivo da Fundação Calouste Gulbenkian, e por Isabel Alçada, escritora ligada à Rede de Bibliotecas Escolares.

O trabalho premiado assentou nas performances artísticas desenvolvidas nas disciplinas técnicas de teatro e relacionadas com o projeto Cont’Arte.

Este projeto, promovido pelas Bibliotecas do Agrupamento de Escolas Tomás Cabreira, destina-se, sobretudo, a valorizar os escritores que passaram pelas Escolas do Agrupamento, divulgando-os através de diversas linguagens artísticas.

Neste sentido, parte da obra do dramaturgo, ator e professor Luís Campião foi analisada pelos alunos do PAE 2B e ganhou um novo sentido estético.

O trabalho a concurso mostrou, através de vídeos de três minutos, parte do produto desenvolvido pelos alunos.

Refira-se que era obrigatória a apresentação de dois trabalhos em formato digital: um relativo ao património cultural da comunidade local/nacional e outro a um aspeto/vertente do património cultural europeu.

O trabalho premiado ligado à vertente do património cultural português, «Micropeça Liberdade», ilustra em três minutos a performance artística criada para assinalar os 45 anos da Revolução do 25 de Abril de 1974, baseada na obra homónima de Luís Campião.

A performance questiona o tempo da Ditadura, do proibido, de um povo que se construía com o medo do sentir, do tocar, do falar.

O trabalho relativo à vertente do património cultural europeu, assentou no projeto «Palco de Babel – uma áudio peça» (baseado na obra «Palco de Babel») que foi levado à cena no mês de junho pelos alunos.

Por opção de encenação na disciplina técnica de Voz, os espetadores foram levados até à cave da Escola. Aí, de olhos vendados, «assistiram» à peça, sendo depois conduzidos pelos alunos-atores a refletir e debater… a pensar e discutir.

A 2 de setembro de 2015, a fotografia de Alan Kurdi, um menino sírio de 2 anos, encontrado de cara para baixo sobre a areia de uma praia tornou-se viral. Alan Kurdi perdeu a vida num daqueles frágeis barcos, lotados de refugiados, que atravessam o Mediterrâneo à procura de um futuro, de uma vida… Partindo deste acontecimento, Luís Campião escreveu «O Palco de Babel» (premiado pelo INATEL em 2015) que foi apresentado ao concurso num vídeo de três minutos do espetáculo, «Palco de Babel – uma áudio peça».

Refira-se que dos 52 trabalhos selecionados pelo júri para o concurso, 10 foram desenvolvidos por alunos do Agrupamento de Escolas Tomás Cabreira tendo, além de Luís Campião, sido analisada a obra «Iluminuras» de Carlos Augusto Lyster Franco, um intelectual, artista, escritor, que foi professor e diretor, no início do século XX, da atual Escola Secundária Tomás Cabreira.

Os trabalhos podem ser vistos aqui.

Sobre o concurso

O concurso «Prémio Escolar do Ano Europeu do Património Cultural – AEPC 2019» é uma iniciativa do Coordenador Nacional do AEPC 2018, em parceria com o Centro de Investigação para as Tecnologias Interativas (CITI-UNL) e com o Centro de Informação Europeia Jacques Delors (CIEJD) e Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

Conta ainda com a participação do Ministério da Educação, Ministério da Cultura, Fundação Calouste Gulbenkian, Plano Nacional de Leitura, Rede de Bibliotecas Escolares, Representação da Comissão Europeia em Portugal.

Esta iniciativa visa a promoção do conhecimento do património cultural europeu nas suas múltiplas dimensões; a compreensão de que o património cultural se encontra em permanente mutação; a co-responsabilização de todos na identificação e superação de riscos que o possam ameaçar e ainda o desenvolvimento de dinâmicas criativas que garantam a sua sustentabilidade e a sua evolução, em permanente diálogo com outras realidades culturais.