Cabaz alimentar volta a subir e atinge 254 euros, o valor mais alto desde 2022, segundo dados da DECO Proteste.
O preço do cabaz de produtos alimentares essenciais atingiu um novo máximo, fixando-se nos 254,32 euros na semana terminada a 19 de março, segundo a análise da associação de defesa do consumidor DECO Proteste.
De acordo com a organização, o cabaz composto por 63 produtos registou um aumento de 0,19 euros face à semana anterior, alcançando o valor mais elevado desde o início da monitorização, em 2022.
Os dados mostram um agravamento dos custos para os consumidores. Desde o início de 2026, comprar este conjunto de bens tornou-se 12,49 euros mais caro, o que representa uma subida de 5,16%.
Face ao mesmo período do ano passado, o aumento é de 17,37 euros (7,33%). Já em comparação com o início de 2022, o cabaz custa mais 66,62 euros, uma diferença de 35,49%.
Entre 11 e 18 de março, os produtos que mais aumentaram em termos percentuais foram os cereais de fibra, com uma subida de 28% para 4,73 euros, o pão de forma sem côdea, que encareceu 13% para 2,57 euros, e os cereais integrais, com um aumento de 11% para 4,10 euros.
Face ao mesmo período do ano passado, destacam-se aumentos na couve-coração, cujo preço subiu 42% para 1,78 euros, no robalo, que aumentou 36% para 10,02 euros por quilo, e no café torrado moído, que registou uma subida de 30%, passando a custar 4,80 euros.
Desde o início da análise, a 5 de janeiro de 2022, os maiores aumentos percentuais verificaram-se na carne de novilho para cozer, cujo preço subiu 121% para 12,85 euros por quilo, nos ovos, com um aumento de 84% para 2,10 euros, e na couve-coração, que encareceu 87% para 1,86 euros por quilo.
O cabaz monitorizado inclui produtos de várias categorias, como carne, peixe, congelados, frutas e legumes, laticínios e mercearia, abrangendo bens essenciais como frango, pescada, cebola, batata, cenoura, banana, maçã, arroz, esparguete, açúcar, fiambre, leite, queijo e manteiga.
Segundo a DECO Proteste, os preços são recolhidos diariamente e ponderados com base nas despesas das famílias portuguesas, tendo por referência as contas do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativas a 2015 e 2016.
A associação esclarece ainda que não considera descontos em cartão, promoções condicionadas à compra de outros produtos ou programas de fidelização, nem despesas adicionais associadas à entrega das compras.
Para calcular os índices de preços, a organização compara os valores praticados nos supermercados online e atribui o índice 100 à loja mais barata. As restantes insígnias apresentam índices superiores, indicando quanto o mesmo cabaz é mais caro face ao preço mais baixo.
Foto: Bruno Filipe Pires