José Moreira foi reeleito presidente do Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup), para um mandato de dois anos.
José Moreira, 57 anos, foi reeleito presidente da direção do SNESup para o biénio 2025-2027, cargo que ocupa desde 2023.
«Os professores do ensino superior e os investigadores estão há duas décadas a sentir desânimo face à desvalorização das suas carreiras e dos seus salários, com perda de poder de compra na ordem dos 30%», sublinha José Moreira, citado em comunicado, que retomar negociações com o governo e dar prioridade à valorização de docentes e investigadores.
Com a tomada de posse marcada para sábado, o presidente do SNESup quer retomar rapidamente as negociações com o novo governo.
Uma das reivindicações é a atualização do índice remuneratório de base 100 nas carreiras docentes e de investigação que, segundo o sindicato, não é revisto desde 2009.
O dirigente defende também a implementação da progressão horizontal, obrigatória e automática, sempre que os docentes acumulem oito pontos no processo de avaliação de desempenho, à semelhança das restantes carreiras da administração pública.
«Garantir a estabilidade dos vínculos contratuais do sistema de ensino superior e ciência é essencial para mitigar a precariedade laboral entre investigadores que ronda os 90% e dos professores intitulados convidados, mas que lecionam nas universidades e politécnicos auferindo remunerações indignas e com cargas horárias e de trabalho muito elevadas», sublinha.
A direção do SNESup espera iniciar em breve reuniões com a equipa ministerial que tutelará o ensino superior e ciência. «Ficaram por concretizar o urgente estatuto de carreira de pessoal docente e de investigação para o setor privado e cooperativo, que tem de promover justiça e equilíbrio nas relações laborais, bem como, a revisão do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior, cuja proposta de lei do anterior governo ainda foi apresentada e que esperamos voltar a discutir, com vista a melhorias».
José Moreira é professor na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade do Algarve (UAlg), onde leciona desde 1999. É doutorado em Química-Física pela Faculdade de Química da Universidade de Santiago de Compostela (2000). Possui mestrado em Química Orgânica Tecnológica pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (1995) e licenciatura em Química pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (1991).
Conta com mais de 20 anos de experiência sindical. Exerceu atividade como delegado sindical na Universidade do Algarve.
A lista foi reeleita nas eleições que decorreram a 9 de maio. A nova direção é composta por 25 membros, e contará com Ana Oliveira Pires, professora coordenadora na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal e Raul Santos Jorge, professor auxiliar na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, como vice-presidentes.
Foto: Cristina Bernardo