O grupo farense participa no Encontro de Coros, integrado no programa das festividades, onde também marcam presença mais seis grupos, quatro portugueses e dois espanhóis. O evento começa na noite de 22 de maio, com um concerto com três coros, um deles o algarvio Coral Adágio, de Portimão. No sábado, a partir das 19h00, no edíficio do Governo da Cidade de Ceuta, acontece o concerto com todos os coros convidados, onde também subirá ao palco o Coral Ossónoba. Embora esta cidade pertença ao país vizinho, Espanha, o Coral Ossónoba vai pisar pela primeira vez o continente africano. Depois da noite de 22 de maio em Algeciras, o grupo cruza o Mar Mediterrâneo, para oferecer música àquela que é a cidade espanhola mais africana de todas. António Monteiro Dias, presidente da Direção do Grupo Coral Ossónoba, refere que este convite se deve sobretudo à forte ligação que a associação tem com Espanha. “Somos talvez um dos coros portugueses a realizar mais concertos em Espanha. Temos noção de que a qualidade do coro é reconhecida em terras espanholas.” O grupo começou a preparar esta participação logo no início do ano de 2015. Nuno Sequeira Rodrigues, maestro do Coral Ossónoba, explica o repertório escolhido. “Iremos preparar um alinhamento diverso, com espaço para a estreia de algumas composições. O programa foi construído na base da língua portuguesa, como forma de valorizar a nossa cultura, um pouco ao longo da sua história e em estilos diferentes. Neste sentido, foram seleccionadas peças sacras, em latim, de compositores portugueses e brasileiros, peças tradicionais ou de inspiração tradicional, com uma tónica especial no Algarve, e ainda duas peças em espanhol, como forma de agradecimento aos nossos anfitriões.” Rogério Bacalhau, presidente da Câmara Municipal de Faro, sublinha o orgulho ao ver uma vez mais este grupo representar o país e em especial a capital algarvia. “O Coral Ossónoba é um estandarte da cultura Farense e um dos lídimos representantes do nosso movimento associativo. Por outro lado, num evento da importância dos 600 anos da Conquista de Ceuta, considerávamos essencial que a nossa representação se fizesse sentir ao mais alto nível. É obviamente um grupo de que Faro gosta muito.”