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No dia 4 de agosto inaugurada no Museu de Portimão a exposição da escultora Sara Navarro «Formas de Terra e Fogo»,que faz uma ponte entre os processos mais remotos da produção cerâmica e a criação artística contemporânea. As esculturas da artista, (re)criadas pela arte do fogo, transmitem algo de primitivo, pré-histórico ou arqueológico, que evoca a arte e a cultura de outros tempos, de outros lugares, e que desperta os ecos de uma terra antiga, quando dominavam as sociedades milenares.

Esta dualidade de referências, que reúne um passado remoto e a contemporaneidade, funde-se num trabalho de síntese que poderá ser visto até 28 de outubro e no qual as esculturas funcionam como metáfora que opera no deslocamento entre o sentido histórico das suas referências e o imaginário da autora.
Licenciada em artes plásticas-escultura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa com bolsa de estudo por mérito da reitoria da Universidade de Lisboa, Sara Navarro é atualmente bolseira da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, encontrando-se a realizar doutoramento na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, com o plano de investigação «Potes e Transfigurações: a arqueologia como pretexto para a escultura».
Também no mesmo dia, mas às 18h00, é inaugurada a exposição dos trabalhos realizados pelos pequenos «calafates e carpinteiros navais» que participaram nas Férias de Verão no Museu e que construíram o «Maravilhoso Estaleiro das Mil Cores», podendo a mostra ser vista até 2 de setembro.
Este programa especial de ocupação de tempos livres foi dinamizado pela equipa da Oficina Educativa do Museu de Portimão junto de crianças entre os 7 e os 12 anos, visando estimular sua criatividade, a capacidade de expressão e o trabalho em grupo, com um conjunto de atividades pedagógicas de caráter lúdico, relacionadas com a envolvente marítima e a construção naval de Portimão.
5 de Agosto de 2012 | 18:04
barlavento
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