|
Até os meus sonhos, no condado virtual em que flutuo, andam a ser corrompidos por interesses mesquinhos e sem sentido. Vejam os leitores que um querubim de estimação, em quem confiava cegamente, veio dizer-me ao ouvido que os cavaleiros das montadas nipónicas tinham saciado o apetite num determinado local, por razões menos claras.
Vim a saber que, afinal, as montadas estavam agrupadas na zona, porque eles decidiram – e muito bem – alimentar primeiramente o espírito.
Assim, foram visitar a excelente mostra museológica do processamento das sardinhas, quando as mesmas constituíam um excelente produto local de exportação. E, depois, foram comê-las, assadas na brasa, onde manda a tradição.
Serviu-me de emenda e não mais vou acreditar nos duendes, querubins, fadas, bruxas e feiticeiros que me rodeiam, nas noites de breu, onde nem um foguete ilumina fugazmente o céu carregado de nuvens negras, por onde o luar não passa.
De qualquer modo, foi um aviso à navegação e o ditado sobre a mulher de César mantém-se.
De resto, anda tudo muito sossegado, discutindo as estratégias em maior secretismo do que as sociedades secretas.
Mas os grandes patrocinadores vão-se posicionando e tentando condicionar a constituição das equipas concorrentes ao Grande Prémio Por-Ti-Não. Vi em sonhos que mudou o representante do patrocinador do Pelotão Solitário, na Confederação dos Condados do Sul. Parece que a Casa-Mãe não colocou objeções à sua nomeação, mas houve acordos com outros cavaleiros interessados, para que não entrassem no torneio. Mas foi um sonho agitado, a rondar o pesadelo.
Num momento, apoiava incondicionalmente um chefe de fila para o Pelotão Solidário de Por-Ti-Não; no momento seguinte, pressionado por um cavaleiro do principado da Barragem, balbuciava o nome do outro.
E o conde local calado que nem um rato…
Acordei cansado e com uma dor de cabeça medonha.
30 de Junho de 2012 | 10:06
josé garrancho
|