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Demolição e construção da bancada nascente quase duplica valor inicialmente previsto para melhorias no estádio. Fernando Rocha quer que a equipa volte a jogar em Portimão, em Novembro, com a Académica. As vistorias confirmaram o pior cenário e a bancada nascente do Estádio Municipal de Portimão vai mesmo abaixo, devido a fissuras que ameaçam a segurança da estrutura.
A construção da nova bancada, em material reaproveitável no Estádio da Restinga, quase duplica o valor inicial previsto para as obras de remodelação do recinto (um milhão de euros).
Segundo disse ao «barlavento» fonte do gabinete da presidência da Câmara de Portimão, a nova bancada «tem um custo estimado de 800 mil euros» e terá capacidade para três mil espetadores.
A bancada será edificada utilizando um material semelhante ao existente na bancada do Autódromo Internacional do Algarve e, por isso, poderá ser parcialmente reaproveitada quando o Portimonense se mudar para o Estádio da Restinga, em Alvor.
«As fundições e os pilares para a construção da bancada não podem ser transferidos, mas os lugares podem ser utilizados no Estádio da Restinga», adiantou a fonte.
A empreitada para a demolição e edificação da nova bancada nascente será feita de forma paralela à que está a decorrer para a melhoria das condições para os sócios, estacionamento, imprensa e alargamento do terreno de jogo.
A data de conclusão das obras ainda não está definida, mas Fernando Rocha, presidente do Portimonense, em entrevista à revista oficial do clube, traçou a décima jornada do campeonato, frente à Académica, no dia 7 de Novembro, como data de regresso dos alvinegros a Portimão.
«Estamos convencidos que o primeiro jogo a ser disputado no Estádio Municipal de Portimão será contra a Académica de Coimbra», afirmou o dirigente.
Fernando Rocha, reconheceu também que jogar em «casa emprestada», no Estádio Algarve, complica a vida do Portimonense.
«Não podemos fazer nada contra isso, a não ser criar novas forças para que possamos ser melhores do que os adversários no Estádio Algarve».
O dirigente negou também que a demolição da bancada nascente possa adiar ainda mais o regresso da equipa ao Estádio Municipal.
«Os problemas que poderiam aparecer já apareceram e foram identificados. A primeira fase da obra – bancada de sócios, balneários e camarotes – está a decorrer dentro dos prazos. A demolição da bancada nascente era a única intervenção que não estava prevista, mas estamos convencidos que estará pronta a tempo para receber o jogo com a Académica», acrescentou Fernando Rocha.
29 de Agosto de 2010 | 09:19
nuno costa
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