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As propinas dos cursos de 1º ciclo da Universidade do Algarve vão manter-se nos 900 euros no ano lectivo de 2009/10, depois de o Conselho Geral da instituição ter chumbado, num primeiro momento, a proposta de aumento apresentada pelo reitor demissionário João Guerreiro e, na passada segunda-feira, ter aprovado uma proposta apresentada por Joaquim Costa, um dos representantes dos alunos neste órgão. Na penúltima reunião do Conselho Geral da UAlg, que decorreu em Junho, a proposta de aumento das propinas para 930 euros, apresentada por João Guerreiro, não obteve os votos necessários para passar.
Os estatutos da UAlg, que foram revistos em 2008, determinam que qualquer mexida no valor da propina terá de ser aprovada por dois terços dos 35 elementos que compõem o órgão de gestão estratégica da universidade algarvia.
O mesmo não aconteceu com a proposta apresentada pelo aluno Joaquim Costa, que propunha a manutenção da propina no valor actual. A larga maioria dos membros do Conselho Geral foram sensíveis aos argumentos deste aluno, que se centraram em grande medida na crise financeira.
«Estamos numa altura de crise e o Algarve é a região do país onde o custo de vida subiu mais e onde a taxa de desemprego é maior. Tendo em conta que maioria dos alunos são do Algarve, não fazia sentido aumentar», considerou Joaquim Costa, em declarações ao «barlavento».
Este aluno, que se tem destacado pelo seu dinamismo e posições fortes, considerou ainda que «seria de esperar que a universidade tivesse consciência social», evitando onerar mais o orçamento das famílias.
João Guerreiro já havia anunciado publicamente, por diversas vezes, que, a haver um aumento nas propinas, este seria apenas uma actualização ao valor da inflação.
Mas, assegurou Joaquim Costa, o valor de 930 euros é «superior em 6,6 euros a uma actualização com o valor da inflação, para cada aluno».
Outra questão que suscitou dúvidas entre os membros do Conselho Geral da UAlg foi o destino a dar ao dinheiro pago pelos alunos.
«A lei estipula que este dinheiro só pode ser utilizado na melhoria da qualidade de ensino», lembrou o aluno da UAlg.
Mas a propina «tem sido utilizada para outros fins», o que é «inadmissível», disse Joaquim Costa. «O problema da Universidade do Algarve não é a falta de receitas, porque as tem, mas sim os custos elevados da estrutura», considerou.
Esta é a primeira vez que o valor da propina da UAlg se mantém desde que foi fixada uma propina mínima durante o Governo de António Guterres. Ao longo dos anos, a taxa de frequência que os alunos são obrigados a pagar sofreu, no mínimo, aumentos no valor da inflação.
1 de Agosto de 2009 | 12:35
hugo rodrigues
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