luís silva pereira
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Campus de Gambelas da Universidade do Algarve
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A lista F do presidente da associação académica Eduardo Almeida não conseguiu ganhar qualquer mandato nas eleições dos representantes dos alunos no Conselho Geral. Joaquim Costa venceu em toda a linha o actual presidente da Associação Académica da Universidade do Algarve Eduardo Almeida, na disputa pelos três mandatos de estudantes do subsistema universitário da Universidade do Algarve (UAlg) no Conselho Geral desta instituição. A lista B colocou três elementos no órgão, o total de lugares em disputa, enquanto a Lista F não elegeu qualquer representante.
Nas eleições que decorreram na passada quinta-feira, num universo de 440 votantes, 325 votaram na lista B, enquanto a lista F de Eduardo Almeida apenas conseguiu 82 votos. Ou seja, a lista de Joaquim Costa conseguiu uma unanimidade relativa, já que angariou mais de 80 por cento do total dos votos.
No subsistema politécnico, a luta foi bem mais renhida, mas não houve surpresas. Como já era esperado, o antecessor de Eduardo Almeida como presidente da AAUAlg Pedro Barros foi o que mais votos conseguiu. Ainda assim, Pedro Casimiro, líder da outra lista apresentada no Politécnico, conseguiu um lugar para si.
Neste caso, a diferença de votos foi bastante reduzida, com a lista D de Pedro Barros a obter 152 votos, enquanto a lista E de Casimiro conseguiu 126 votos. No Politécnico, votaram 294 alunos.
À partida para estas eleições, as atenções estavam viradas para o escrutínio no subsistema universitário, já que opunha as listas do representante máximo dos estudantes à de um dos mais activos alunos da UAlg, que já havia conseguido um lugar na assembleia que reviu os estatutos da instituição, no passado ano lectivo.
Joaquim Costa, que fez uma campanha forte e inteligente (garantiu a designação B, utilizada por Eduardo Almeida quando se candidatou à direcção geral da AAUAlg em Dezembro passado), apresentou um outro trunfo de peso. O segundo elemento da sua lista era António Goulart, o coordenador da União de Sindicatos do Algarve, também aluno da UAlg desde o início deste ano lectivo.
António Goulart também já tinha pertencido à assembleia estatutária, mas na condição de personalidade externa cooptada. Uma vez que já pertence à instituição, já não poderia voltar ao Conselho Geral nessa condição. O terceiro elemento eleito pela Lista B foi Zara Mesquita.
Mais uma vez, os resultados não foram os mais favoráveis para o reitor da UAlg João Guerreiro. Das listas que colocaram elementos no Conselho geral, apenas a de Pedro Barros apoia abertamente o actual reitor.
As restantes listas não têm uma posição clara assumida neste campo, mas Joaquim Costa tem-se mostrado sempre muito crítico em relação ao actual rumo da UAlg e das políticas seguidas, quer enquanto membro da assembleia que recentemente reviu os estatutos da universidade, quer durante a campanha para as eleições da passada semana.
Depois deste acto eleitoral, está composto o grosso do Conselho Geral e poder-se-á passar à fase de discussão e eleição de quem serão as 10 personalidades externas que o vão completar.
O Conselho Geral, um órgão que passará a ter uma forte importância na vida e gestão da UAlg, será composto por 35 elementos. Além dos dez elementos externos à instituição, têm assento e direito a voto 18 professores, seis alunos, um funcionário, todos já eleitos.
Entre as competências do Conselho Geral, está, desde logo, a eleição do reitor, mas não só. Quase todas as decisões que este tomar terão de ser aprovadas pelo novo órgão, bem como toda a estratégia da Universidade do Algarve. Com a entrada do Conselho Geral, foi extinta a Assembleia da Universidade e o Senado passou a ter funções meramente consultivas.
Este processo está a decorrer em todas as universidades portuguesas e foi imposto pelo novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES).
Noutras instituições, os respectivos reitores colocaram os seus lugares à disposição, embora a lei preveja a continuidade dos responsáveis actualmente em funções.
João Guerreiro ainda não pôs de lado a possibilidade de se demitir, mas esperará até que todos os 35 elementos do Conselho sejam conhecidos para se pronunciar.
14 de Março de 2009 | 19:38
hugo rodrigues
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