José Inácio Marques, presidente da Câmara Municipal de Lagoa, pergunta porque é que os organismos do Estado não investiram já na segurança da Praia da Marinha, neste concelho, «ao nível dos cuidados necessários nas falésias» em risco, recusando a limitação do acesso dos utentes ao local, candidato a uma das sete maravilhas de praias de Portugal, e receia, por outro lado, acidentes na Estrada Nacional 125 devido ao aumento do fluxo de trânsito na sequência das portagens na Via do Infante.
«Depois de mês e meio desde a introdução de portagens na Via do Infante, a 8 de dezembro passado, os resultados estão à vista: muitos acidentes na congestionada EN 125, praticamente todos os dias e, infelizmente, com algumas mortes confirmadas; o caos infernal no tráfego na EN 125, enquanto a A22 continua deserta; o desemprego disparou no Algarve atingindo a cifra de mais de 30 mil inscritos nos Centros de Emprego o que, somados os não inscritos, deverá rondar cerca de 50 mil desempregados – uma terrível catástrofe social; muitas empresas a encerrar e a ameaçar encerrar, o que agravará ainda mais a dramática situação económica e social na região; o turismo a viver a sua pior crise, com os nossos vizinhos espanhóis a boicotar o Algarve; muitas pessoas que utilizavam a Via do Infante a viverem autênticos pesadelos», é este o balanço que a Comissão de Utentes da Via do Infante faz neste momento.
Numa noite fria de janeiro, a Casa Manuel Teixeira Gomes aqueceu com testemunhos de experiências de vida de voluntariado provenientes dos mais diferentes quadrantes da sociedade civil, isto a propósito do 4º episódio do ciclo de debates Teia D’Ideias, subordinado ao tema «Voluntariado – Um suporte social», mais uma organização da Teia D’Impulsos, em parceria com a Câmara Municipal de Portimão e a Rádio Costa D’Oiro
Caricato no meio disto tudo é que o capitalista Soares dos Santos se tenha visto na necessidade de aportar ao país das tulipas
para, ante o assalto violento do fisco a tudo o que ainda mexe nesta terra hipersacrificada que é a nossa, poder continuar a manter produtos de qualidade a preços acessíveis à esmagadora maioria dos tão maltratados e esburgados portugueses...
Falta descer à realidade para se regulamentarem corretamente muitas das práticas em uso, mas
estarão os políticos interessados em conhecer os factos e ajuizá-los de forma a que se conjugem as políticas ao serviço do povo? Não, ninguém quer saber a verdadeira realidade.
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